Pela quinta vez consecutiva no ano, o nível do emprego formal registrou saldo positivo em maio. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, no mês de maio foram criados 161.898 postos de trabalho com carteira assinada. O total de empregos formais criados nos primeiros cinco meses do ano já alcança 465.418. É o melhor resultado para o período de janeiro a maio de toda a série do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), iniciada em 1992. No ano passado, o acumulado no período atingiu 447.228.
Em termos de Unidades da Federação, os Estados que apresentaram melhor desempenho na geração de emprego no mês de maio foram São Paulo (79.841 postos de trabalho), Minas Gerais (26.164) e Paraná (22.828). Entre as regiões metropolitanas, os melhores desempenhos ficaram com São Paulo (capital) e Curitiba (PR).
O ministro do Trabalho Francisco Dornelles reconheceu que a taxa de desemprego no País, de 6,9% em maio, segundo dados do IBGE, ainda é alta. ‘‘Mas comparativamente a maio do ano passado, tivemos uma boa geração de emprego’’, disse.
Segundo os técnicos do Ministério do Trabalho, o setor que mais contribuiu para o saldo positivo do emprego no mês foi o agrícola. Em maio, a agricultura gerou 78.184 postos de trabalho acumulando, no ano, 99.962 empregos. O emprego formal também acumula saldos positivos desde o início do ano na indústria de transformação, serviços e construção civil. Em maio último, a indústria de transformação foi responsável por 31.686 empregos; serviços, por 28.487; e construção civil, por 2.226.
No setor de serviços, apenas o segmento das instituições financeiras demitiu mais gente do que contratou. Nesse subsetor, o saldo do emprego em maio foi negativo em 1.989 postos de trabalho. Também é negativo o saldo líquido do emprego no serviço industrial de utilidade pública. A perda de postos de trabalho no mês foi de 1.164. -

mockup