Marcelo AlmeidaLuis Roberto Dantas Bruel: ‘‘Alternativa ao Brasil-Bolívia’’O Paraná está disputando a entrada de um gasoduto proveniente da região Nordeste da Argentina, fornecedora de gás natural, utilizando como atrativo a construção de uma usina termoelétrica na região Sudoeste, que garante um consumo inicial de 3 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A Copel deverá investir US$ 700 milhões na construção da termoelétrica. A definição da rota vai ocorrer em dezembro e os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul e Paraná reivindicam a entrada do gasoduto. No Paraná, a tubulação poderá entrar pelos municípios de Foz do Iguaçu ou Barracão. Se o Paraná sair vencedor dessa batalha, começa uma outra, que é a disputa dos municípios do Sudoeste para sediar a termoelétrica.
O gasoduto do Mercosul será construído por um consórcio que tem como mebros as empresas AEC Pipelines, do Canadá, a Mobil Corporation, dos EUA, através de sua subsidiária argentina Ampolex, a Petrolera Argentina San Jorge, da Argentina e a japonesa Marubeni Corporation. O projeto de construção foi apresentado ontem, na sede da Copel, para empresários de distribuidoras dos três Estados do Sul, mais São Paulo e Mato Grosso do Sul. Além da apresentação do projeto, os empresários que integram o consórcio estão buscando também outros parceiros para alavancar e empreendimento.
O projeto do gasoduto do Mercosul é uma alternativa ao gasoduto Brasil-Bolívia, cuja construção já está em fase de licitação, informou o presidente da Compagás (Companhia Paranaense de Gás), Luis Roberto Dantas Bruel. Segundo ele, a vantagem desse gasoduto para o Paraná é que sua tubulação será instalada de forma transversal, podendo beneficiar todas as regiões do Estado, através da instalação de ramais, ao contrário do consórcio Brasil-Bolívia que vai passar na linha vertical sobre o Estado, beneficiando Curitiba e Região Metropolitana. Para as demais regiões, no caso o Norte do Paraná, o custo de construção de ramais é mais alto, complementou Bruel.
O gasoduto tem um custo orçado no valor de US$ 1,5 bilhão para implantação de mais de três mil quilômetros e poderá entrar em operação em 2,5 anos, depois que for decidida sua construção. A previsão é de que cinco anos após o início da operação o gasoduto ofereça 25 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural da Argentina. No primeiro ano, o volume deverá chegar a 11 milhões de metros cúbicos.
Na avaliação de Bruel, o surgimento de mais uma fonte alternativa de gás natural para a região Sul do País deverá resultar na redução de custos, em relação aos ofertados pelo consórcio Brasil-Bolívia, fixados em US$ 2,65 por milhão de BTU (unidade de energia que equivale a 27 metros cúbicos de gás).

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