Curitiba Cerca de 90 pessoas entre agricultores, representantes de empresas públicas, universidades e associações de produtores discutiram ontem, em Curitiba, propostas para fortalecer a agricultura familiar. As propostas do Paraná farão parte do Plano Plurianual 2003-2007 do governo federal, que direcionará recursos para o setor agropecuário brasileiro.
O resultado dessa discussão será enviado à Brasília, onde as propostas dos 26 Estados brasileiros e mais do Distrito Federal serão discutidas durante a Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, entre os dias 17 e 19 de novembro.
A intenção do movimento nacional é encaminhar para o próximo presidente as medidas que visam fortalecer a agricultura familiar como segmento importante do agronegócio. O secretário executivo do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf) do Paraná, Francisco Simioni, disse que esse é o momento ideal para discutir essas propostas, já que os dois candidatos que estão concorrendo ao segundo turno presidencial e também os candidatos ao governo dos Estados declararam que vão apoiar esse segmento.
No encontro de ontem foi elaborado um documento que sintetiza as necessidades dos agricultores familiares do Paraná. Estima-se que 80% das 360 mil propriedades rurais do Estado se enquadram nas características da agricultura familiar são propriedades com, no máximo, até 90 hectares, mantém um empregado permanente por propriedade e tem renda bruta média anual até R$ 30 mil.
O documento inclui as seguintes reivindicações: revisão e modernização do Proagro como instrumento de seguro agrícola voltado à agricultura familiar; implantação definitiva do cadastramento dos agricultores agroecológicos, que praticam o sistema orgânico de produção, para efeito de financiamento bancário; repasse direto dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para os bancos cooperativos e centrais de crédito da agricultura familiar entre outras.

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