PR deve fechar o ano com 90 mil novos empregos
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terça-feira, 25 de outubro de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná deve fechar o ano de 2005 com um saldo de 90 mil novos empregos em relação a 2004. A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que divulgou ontem os dados relativos à geração de emprego no Estado relativos a setembro.
Segundo os dados do levantamento, a variação do emprego no Paraná em setembro foi de 0,34%, totalizando 6.175 novas vagas. O percentual de crescimento foi cerca de 50% menor do que o registrado em setembro de 2004, comprovando o que os dados do Dieese já vinham apontando nos meses anteriores: o crescimento do nível de emprego está desacelerando em relação ao ano passado.
Segundo o economista Cid Cordeiro, dentre os fatores que diminuem o desempenho da geração de empregos em 2005 estão o aumento de juros promovido pelo Banco Central nos últimos meses e a diminuição das exportações no Paraná. ''Além da valorização do real frente ao dólar, que teve impacto negativo nas exportações, esse ano tivemos uma quebra na safra no início do ano que afetou os negócios externos do setor agrícola no Paraná, que é um dos mais importantes na área de exportações'', lembrou Cordeiro.
O número de novas vagas de emprego no interior nos próximos meses pode ser ainda menor dependendo do impacto da epidemia de febre aftosa nos rebanhos do Estado. A indústria de alimentos, bebidas e álcool tem sido uma das maiores criadoras de novos empregos, acumulando já 18.223 novos postos de trabalho até o final de setembro.
Além de divulgar os índices de emprego, o Dieese também apresentou estudos mostrando a desigualdade nos níveis de concentração de renda no Estado. Dentre os dados levantados estão a concentração de propriedades na mão de poucos grupos empresariais. ''Neste ano em que o Dieese completa 50 anos, elegemos a desigualdade como tema de pesquisas e estudos no Paraná. Queremos mostrar dados e apontar o caminho para que políticas de redução de desigualdade possam ser implementadas pelo poder público'', explicou Cordeiro.


