O Brasil é o país latino-americano que mais desperta interesse do governo e companhias norueguesas para novos investimentos. Existem vários setores da economia brasileira que poderão contar com parcerias da Noruega, que vão desde a produção de tilápias, até equipamentos para telefônica celular, passando por derivados de petróleo. O Paraná é o estado brasileiro mais atrativo.
‘‘A localização, próximo ao Mercosul, e a boa qualidade técnicas local são alguns fatores que beneficiam o Estado no contato com as companhias norueguesas’’, disse a embaixadora Liv Kerr, ontem. Ela está participando da Semana Norueguesa em Curitiba.
O principal investimento de empresas da Noruega no Brasil em 2000 foi o anúncio da parceria com a Klabin Papel e Celulose, de Telêmaco Borba (PR), para ampliação da produção de papel jornal da fábrica. Com US$ 200 milhões ao ano, a norueguesa Norske Skog pretende produzir com a Klabin 350 mil toneladas de papel em 2003.
A ampliação da piscicultura (criação de peixes) é outro setor da economia paranaense que está atraindo os noruegueses. Eles pretendem ampliar o núcleo de criação de transformação de tilápia, que está em funcionamento no município de Toledo (45 quilômetros a Noroeste de Cascavel). ‘‘O objetivo é acelerar a produção e transferir tecnologia para o setor de transformação de produtos’’, explica o diretor do conselho norueguês de comércio no Brasil, Cesar Garrubo.
A balança comercial entre Brasil e Noruega foi superavitária no ano passado. O Brasil comprou US$ 172 milhões da Noruega e vendeu US$ 238 milhões no mesmo período. O principal produto de exportação norueguês é o bacalhau. Responsável por 75% das exportações. O Brasil vende café, soja e metais.

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