PR criou quase 70 mil empregos no semestre
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quarta-feira, 02 de agosto de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba-O nível de emprego formal no Paraná teve um crescimento de 3,95% no primeiro semestre deste ano o que representou a geração de 69.907 vagas. O levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) mostrou que 69,05% dos postos de trabalho foram gerados no interior do Estado. Segundo o economista da entidade, Sandro Silva, o resultado obtido no interior está relacionado com a questão sazonal da agricultura, ou seja, com a safra.
Os setores que mais empregaram no primeiro semestre foram os de produtos alimentícios e bebidas (17.071 vagas), agricultura (9.602), outros serviços (8.009), hotéis e restaurantes (5.774), comércio varejista (5.336), construção civil (5.031), transportes e comunicações (3.096), ensino (2.680), têxtil e vestuário (1.673) e comércio atacadista (1.552). O setor que mais desempregou foi o de madeira e mobiliário com a perda de 721 vagas. Nos primeiros seis meses do ano, o Paraná ficou na oitava colocação em porcentual de crescimento mas em número de empregos gerados foi o terceiro e só perdeu para São Paulo e Minas Gerais.
No mês de junho o crescimento do nível de emprego foi de 0,25% o que equivale a geração de 4.609 vagas. Os setores que mais empregaram em junho foram produtos alimentícios e bebidas (1.701 postos de trabalho), outros serviços (749), hotéis e restaurantes (548), têxtil e vestuário (518) e transportes e comunicações (513). Entre os segmentos que mais demitiram estão a construção civil (perda de 366 vagas), borracha, fumo e couros (227) e madeira e mobiliário (188). Este foi o pior desempenho para um mês de junho desde 2000 e o Paraná ficou na 18ªcolocação com índice abaixo do crescimento nacional que foi de 0,58%.
Silva acredita que há a possibilidade de o Paraná fechar o ano de 2006 com um desempenho melhor no nível de emprego do que em 2005. No ano passado, o crescimento foi de 4,23% o que representou a geração de 72.374 vagas. Ele prevê um resultado melhor em função da redução dos juros, da queda da inflação e do aumento da renda do trabalhador com o reajuste do salário mínimo.


