O governo do Estado cumpriu ontem mais uma etapa do processo de concessão do Porto de Paranaguá para a iniciativa privada. As empresas que vão fazer as obras de modernização do Corredor de Exportação receberam da Secretaria dos Transportes as ordens de serviço para iniciar o trabalho. Elas têm um ano para instalar um carregador de navios (ship-loader), reformar o transportador do eixo principal e informatizar todo o sistema operacional. O governo espera agora uma definição sobre a concessão do Terminal de Veículos e Contêineres (Tevecon), cujo processo está parado na Justiça.
O processo do Tevecon está no Tribunal de Justiça devido a uma ação movida pela empresa Integral Agenciamento Marítimo. Ela entrou com um recurso no Tribunal de Justiça pedindo a anulação da concorrência. O parecer do relator do processo, desembargador Altair Patittuci, deverá ser votado na próxima semana.
A Integral responde hoje por quase 50% do movimento de veículos e 10% de contêineres, no Porto de Paranaguá e por isso poderia ter pouco interesse em alterar o atual sistema. Mesmo assim, ela disputa a concessão do Tevecon junto com outros cinco consórcios. A operadora alega que o edital de licitação apresenta falhas ao estabelecer dois critérios de preços.
O procurador jurídico do Porto de Paranaguá, Joaquim Tramujas Filho, disse que o consórcio vencedor será aquele que apresentar a melhor oferta para a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e oferecer o menor preço para o usuário do terminal. ‘‘A concessão do Tevecon é por um período de 25 anos e terá um investimento de R$ 40 milhões’’.
Ele lembrou ainda que a Appa abriu anteontem as propostas para a concessão do terminal de fertilizantes. A vencedora deverá estar definida em duas semanas. Com a entrega dos serviços do porto à iniciativa privada, o governo espera colocar Paranaguá entre os terminais mais competitivos do País. A modernização do Corredor de Exportação permitirá que haja uma triplicação da capacidade. Os terminais integrados movimentam quase 10 milhões de toneladas de grãos e farelo de soja e açúcar.
O custo das obras será de R$ 7,9 milhões. As empresas que trabalharão na modernização dos terminais serão a Shangai Zhehua, Klepler Weber Industrial e Tomé Engenharia.

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