PR ainda tem o menor preço da gasolina
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
Flora Guedes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O menor preço médio da gasolina praticado no País continua sendo no Paraná, em maio, devido a margem de lucro dos postos serem a menor dentre os estados, de 8,06%. No mês passado, o litro do combustível foi comercializado em média a R$ 2,304, no Estado, seguido por São Paulo onde o preço médio praticado foi de R$ 2,436. Os números foram apontados na pesquisa Tarifas Públicas e Preços Administrados no mês de maio elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a pedido do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).
Na semana de 27 de maio a 2 de junho, quando 837 postos de gasolina foram monitorados, no Paraná, o preço médio do combustível foi de R$ 2,344. ''Devemos ter um aumento do preço médio da gasolina em junho baseado num reajuste recente de 'ocasião', já que os donos de postos costumam aumentar os preços antes de feriados, tendo em vista o aumento do consumo'', observa o presidente do Senge-PR, Ulisses Kaniak.
Dentre os municípios, Curitiba (R$ 2,261) apresentou o menor preço médio, no mês de maio, seguido de Pinhais (R$ 2,300), Colombo (R$ 2.310) e São José dos Pinhais (R$ 2,317). Dos 31 municípios monitorados, Londrina teve 12º menor preço médio da gasolina praticado no Paraná, que foi de R$ 2,478, e a margem de lucro dos postos da cidade foi de 12,33%. O preço médio do litro do álcool no Paraná foi o segundo mais barato do País, foi comercializado a R$ 1,563, em maio, e a tendência é que os preços caiam ainda mais, em junho.
A pesquisa do Dieese divulgou a cesta das tarifas públicas administradas e monitoradas em Curitiba. Em maio, a cesta sofreu um aumento de 0,32%, principalmente devido ao aumento da tarifa do transporte coletivo, que aumentou de R$ 1,80 para R$ 1,90. Em relação a maio de 2006, quando a cesta custava R$ 491,98, a deflação foi de 1,77% para maio deste ano, ou seja, teve uma redução de R$ 8,70 no bolso do curitibano.
Os itens que tiveram a maior queda dos preços, em relação ao mês de abril, foram a gasolina e o gás de cozinha, cujas variações foram de - 4,11 e - 0,26, respectivamente. De acordo com o Dieese, possivelmente haverá, em junho, reajuste das tarifas de telefone fixo e energia elétrica.


