Curitiba - Dentro de 30 dias, o Paraná deverá passar por auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que irá verificar se o Estado está preparado para ações de prevenção da Influenza Aviária e Doença de Newcastle. A regionalização sanitária atende reivindicação do setor produtivo paranaense, que não quer ser penalizado caso haja registro dessas doenças, mesmo em outros estados, e que comprometam a exportação.
Na segunda-feira, o governo do Estado formalizou sua adesão ao Plano de Prevenção da Influenza Aviária e de Prevenção e Controle da Doença de Newcastle, do governo federal. Isso significa que o Paraná - maior produtor de carne de aves do País - está apto a atender a Instrução Normativa 17, que segue normas internacionais em relação ao monitoramento, combate e abordagem de eventual foco de doenças infecto-contagiosas. Ao todo, 11 estados já solicitaram a auditagem do Mapa.
De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização Sanitária (Defis), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, Silmar Burer, o Paraná vem se preparando para essa adesão e para a auditoria do Mapa, desde o ano passado, com várias ações em parceria com o setor produtivo organizado. Entre elas, está o georreferenciamento de quase 10 mil estabelecimentos comerciais e industriais; modernização das barreiras estaduais e internacionais; constituição de um fundo emergencial da iniciativa privada para cobrir possíveis indenizações; laboratórios equipados para diagnósticos rápidos e educação sanitária junto aos criadores.
O presidente do Sindicato da Indústria Avícola do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, lembrou que o Paraná está mais avançado em relação aos outros estados, que já aderiram ao plano, pois está estruturando um ''fundo privado'' para subsidiar as ações de contingência e indenização de produtores. Outra proposta é repassar parte dessa arrecadação para o Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec-PR), para que possa abranger, também, a influenza. Das doenças o setor avícola, o Fundepec só contempla a Newcastle.
O Brasil não tem registro de casos de gripe aviária, mas o surto da doença em outros países em anos anteriores e a possibilidade do vírus ser trazido por aves migratórias colocou o País em estado de alerta, desde o ano passado, quando o governo federal decidiu impor maior rigor nas medidas de controle, atendendo demanda dos próprios avicultores.

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