Curitiba - O Paraná teve um crescimento de 0,59% no nível de emprego em janeiro com a geração de 14.653 postos de trabalho. Esse desempenho é o segundo melhor de toda a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) desde 1992 para o primeiro mês do ano e só perde para janeiro de 2011 com a criação de 14.954 vagas.
Os setores que mais contribuíram para este resultado foram serviços com a abertura de 7.811 empregos, a indústria com 3.941 empregos e a construção civil com 3.819 postos. A Região Metropolitana de Curitiba teve aumento de 0,56% no nível de emprego com a geração de 5.647 empregos formais. O Interior cresceu mais com elevação de 0,61% e 9.006 novos empregos.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Sandro Silva, explicou que o comércio fechou com redução de 680 demissões porque ainda tem resquícios das demissões dos empregados temporários que foram contratados para o final de ano. A indústria ainda começou em ''marcha lenta'' porque há períodos de férias e o aquecimento é previsto com a entrada da safra agrícola.
No setor de serviços, um dos destaques foi hotéis e restaurantes com a criação de 3.201 empregos. Silva explica que o início de ano é um dos melhores períodos para este segmento.
Outro setor que contratou bastante em janeiro foi de comércio, administração de imóveis e serviços. Nesta área entra a atividade das imobiliárias. O superintendente da Apolar Imóveis para o Paraná e Santa Catarina, Jean Michel Galiano, disse que o setor foi beneficiado na geração de empregos por fazer parte da cadeia da construção civil. ''Somos uma das pontas dessa cadeia'', disse.
Silva explicou que os empregos gerados na construção civil são reflexo da retomada do setor com o crescimento da economia. Houve aumento da compra de imóveis com os financiamentos que ofereceram maiores prazos e juros menores. Além disso, houve melhora da renda e do emprego que ajudaram a alavancar a venda de imóveis.
No final do ano passado, a Apolar abriu 100 vagas para atendentes de locação, atendentes de plantão e corretores. Foram contratadas cerca de 50 pessoas, porque faltou mão de obra qualificada. Agora, a empresa pretende admitir mais 100 empregados. ''O mercado brasileiro ficou muito aquecido'', disse Galiano.
Na indústria, um dos destaques positivos foi o setor têxtil e de vestuário que contratou 1.400 trabalhadores em janeiro. Silva lembrou que o segmento tinha demitido 4 mil pessoas em dezembro de 2011 devido a problemas com câmbio e a concorrência com os importados. Então, segundo ele, os empregos gerados em janeiro seriam uma recuperação de parte das vagas perdidas.
Um setor industrial que demitiu bastante também foi o de alimentos e bebidas com um corte de 1.019 empregados. Silva explica que essas demissões também são sazonais dos funcionários que foram contratados para a produção de final de ano. Ele acredita que o emprego comece a acelerar no setor com o início da safra em abril, principalmente, das usinas de açúcar e álcool.

Imagem ilustrativa da imagem PR abre 14,6 mil empregos em janeiro
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