São Paulo - A Petroquímica União (PQU), central de matérias-primas do pólo paulista, realiza sua 15 parada geral de manutenção em 30 anos de atividades. A parada será de 27 de julho a 20 de agosto em Mauá (Grande ABC).
O objetivo é deixar as instalações prontas para rodar por mais seis anos com todos os equipamentos inspecionados e com melhorias nos processos e equipamentos.
A PQU vem operando, desde 1996, sem interromper a produção. Este tempo é considerado recorde no setor petroquímico brasileiro. Para se ter uma idéia do que isto significa, nos primeiros 24 anos de atividades a planta parava, em média, a cada dois anos.
No Brasil, as petroquímicas ficam, em geral, de quatro a cinco anos sem paradas programadas para manutenção.
Em 1996, foi feito o último desgargalamento (DBN-2) na PQU, por meio do qual a empresa atingiu a capacidade atual de produção de 500 mil toneladas de etileno por ano.
A consultoria norte-americana Solomon Associates realizou uma pesquisa sobre a eficácia de manutenção, entre 90 indústrias petroquímicas do mundo, e classificou a PQU entre as dez melhores.
A Solomon Associates faz estudos de comparação em busca de referência entre empresas, mas não divulga o nome dos concorrentes analisados. A eficácia de manutenção mede o retorno em produtividade e qualidade do serviço obtido pela empresa frente aos investimentos em manutenção e atualização da planta. O fator mais crítico para as petroquímicas é reduzir o número de paradas de emergência entre uma e outra parada programada.

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