Salvador - A aprovação do projeto de Parceria Público-Privada (PPP) é fundamental para o Brasil alcançar ''taxas asiáticas'' de crescimento (em torno de 6% a 7% do Produto Interno Bruto) a partir do próximo ano, disse ontem o ministro do Planejamento, Guido Mantega. Ele afirmou que a aprovação da PPP é a prioridade do governo neste segundo semestre por possibilitar atração de investimentos privados para o setor de infra-estrutura. ''Estou fazendo corpo a corpo para discutir com os (senadores) recalcitrantes, visando convencê-los a votar favoralmente ao projeto'', comentou.
As dúvidas da ''minoria oposicionista'' contrária ao projeto, conforme Mantega, se referem à possibilidade de a PPP ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo o ministro, haverá limites de endividamento de Estados e municípios e da União em relação ao volume de projetos de PPP a serem aprovados. ''São pontos perfeitamente solucionáveis'', disse.
Mantega espera que o PPP passe no Senado até setembro para que o País possa sentir os efeitos já no próximo ano. ''Se isso ocorrer, podemos prever taxa de crescimento em 2005 de 6% ou 7%, bem acima da previsão de 4%'', comentou, explicando que, embora o Brasil não ''estanque'' sem a PPP, baixos investimentos na infra-estrutura farão com que o País perca competitividade internacional.

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