Desde adolescente, o advogado Armando Mauri Spiacci, 56 anos, trata de poupar. Em 1969, abriu a primeira caderneta de poupança. Disciplinado, mensalmente faz depósitos também para os filhos. ''Sempre tive essa preocupação de poupar, de cuidar de ter uma reserva técnica, que traz segurança e estabilidade.'' Uma de suas preocupações é manter o padrão de vida da família após a aposentadoria. Por isso, além da poupança, ele alega ter sido um dos pioneiros a investir em fundo de previdência, já 1972. A recompensa virá daqui a dois anos, quando passará a receber.
Acostumado à segurança de investimentos mais conservadores, ele admite ter se assustado quando, no ano passado, viu os recursos aplicados na bolsa serem devorados em 50%. Mas ele não se desespera, mesmo tendo hoje menos do que o valor aplicado. ''Na bolsa é assim. A gente só coloca o dinheiro que não precisa imediatamente.''
Já o médico João Grange, mesmo tendo casa própria, preferiu deixar de lado temporariamente a caderneta de poupança e investir num imóvel. Há um ano e meio, ele financiou um apartamento ainda na planta. ''A poupança rende pouco'', justifica. Apesar de se considerar um poupador disciplinado, ele afirma que deixar dinheiro no banco é arriscado. ''Tenho medo de uma hora acabar gastando.'' (N.B.)

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