BRASÍLIA - As cadernetas de poupança receberam, no último mês do ano, depósitos líquidos de R$ 4,28 bilhões. O recorde de captação em dezembro se deu em razão do 13º salário e do elevado rendimento da poupança em comparação com os demais ativos disponíveis no mercado. Por determinação do Conselho Monetário Nacional (CMN), em dezembro o rendimento das cadernetas sofreu um redutor de apenas 0,85% em relação à Taxa Referencial de Juros (TR). Isso fez com que a poupança, que também não paga Imposto de Renda, fosse mais rentável do que os fundos e os CDB.
A captação líquida da poupança em dezembro (depósitos superiores aos saques) não foi suficiente, entretanto, para que a caderneta fechasse o ano com captação positiva. No período de janeiro a setembro a poupança acumulou saques de R$ 6,55 bilhões, enquanto que nos últimos três meses do ano os depósitos foram superiores aos saques em R$ 5,54 bilhões. No fechamento do ano a captação da poupança ainda ficou negativa em pouco mais de R$ 1 bilhão.
Para janeiro, mesmo com o crescimento do redutor da TR para 0,97%, o que diminui os rendimentos da poupança em fevereiro, os técnicos do Banco Central acreditam que a caderneta continuará a ser atrativa. ‘‘O redutor volta a cair em fevereiro e temos que prestar muita atenção na incidência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que deve afetar mais fortemente outras aplicações’’ _ alertam.

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