Poupança tem melhor captação para meses de junho em 10 anos
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quinta-feira, 05 de julho de 2012
Agência Estado 
As cadernetas de poupança encerraram junho com captação líquida positiva de R$ 5,115 bilhões. Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central mostram que esse foi o segundo melhor resultado para o mês no Plano Real. O recorde segue com junho de 2002, quando os depósitos superaram os saques em R$ 5,293 bilhões.
Mesmo com as novas regras de cálculo das cadernetas - que diminuem o rendimento das contas, a captação de recursos não diminuiu. Ao contrário: em junho, a captação cresceu 2.221% quando comparado a junho do ano passado, quando os depósitos superaram os saques em R$ 220 milhões. Quando comparado a maio de 2012, porém, houve recuo de 18% na captação de recursos.
Segundo o BC, o total de depósitos somou R$ 98,845 bilhões, em montante superior aos R$ 93,729 bilhões em saques acumulados em junho de 2012. Além de as aplicações terem superado as retiradas, as contas existentes registraram rendimento de R$ 2,203 bilhões no mês passado. Dessa maneira, o total depositado na mais tradicional aplicação financeira do Brasil alcançou R$ 449,040 bilhões no último dia de junho.
Em maio, o governo mudou as regras para o rendimento das cadernetas que passaram a pagar 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR) sempre quando o juro básico, a Selic, estiver em 8,5% ou menos. Atualmente, o juro está exatamente nesse patamar. A mudança não afeta as poupanças antigas, que continuam a render 0,5% ao mês mais TR.
Semestre supera 2011
Investidores aumentaram os depósitos e as cadernetas de poupança acumularam R$ 14,857 bilhões em novos recursos captados no acumulado do primeiro semestre de 2012. Mesmo com a mudança, em maio, nas regras de rendimento das cadernetas, que passaram a pagar menos juros, o desempenho segue forte e a captação dos seis meses já é maior do que a vista em todo o ano de 2011, quando as cadernetas atraíram R$ 14,186 bilhões.
Os dados do Banco Central também mostram forte reversão do movimento quando a comparação é feita com a primeira metade de 2011. Naquele período, as retiradas prevaleceram e as contas amargaram captação negativa de R$ 3,006 bilhões.


