A captação da caderneta de poupança foi recorde em 2013 no País, com R$ 71,047 bilhões a mais em depósitos do que em saques, segundo divulgado na última semana pelo Banco Central. Por ser simples e não exigir pagamento de tarifas aos bancos, é a aplicação mais comum no Brasil. Porém, consultores em finanças afirmam que a modalidade só é indicada para quem não tem muitos recursos e pode precisar do dinheiro em curto prazo.

O gerente de vendas da Bullmark Financial Group em Londrina, Rodrigo Milanez, afirma que a poupança nem sempre rende o bastante para cobrir a alta da inflação. As cadernetas abertas antes de maio de 2012 renderam 6,34%, levemente acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5,91%. No entanto, a rentabilidade das poupanças mais novas obedecem regra diferente. Caso a taxa básica de juros, a Selic, fique abaixo de 8,50%, como ocorreu em boa parte do ano, a rentabilidade é feita Taxa Referencial (TR) somada a 70% do valor da Selic. Nesse caso, o total do ano foi de 5,73%, abaixo da inflação. "A poupança somente é indicada para investidores que conseguem aportar valores muito baixos ou necessitam de altíssima liquidez dos seus recursos", diz Milanez.

O chefe do departamento de economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Azenil Staviski, aconselha que a poupança seja usada sempre que a pessoa pense em retirar o dinheiro em menos de seis meses. "De outra forma, compensa mais fazer a opção por outras aplicações", diz. O professor de finanças Keyler Carvalho Rocha, da Fundação Instituto de Administração (FIA), completa que é preciso investir um bom valor para que a rentabilidade seja percebida. "Se não tiver muitos recursos, pode usar a poupança para juntar um pouco mais e evitar alguns fundos, sobre os quais são cobrados Imposto de Renda." (F.G.)

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