A caderneta de poupança vai oferecer rendimento mais elevado este mês, por conta da esticada nas taxas de juros e porque o redutor aplicado no cálculo da Taxa Referencial (TR) está menor. Isso não quer dizer, porém, que essa aplicação seja agora a mais indicada.
Em termos de rentabilidade e de proteção contra eventuais novas espichadas dos juros, os fundos de investimentos DI são mais interessantes, desde que o dinheiro possa ser aplicado por, no mínimo, 60 dias.
Isso porque o rendimento da caderneta é acertado, ou prefixado, com um mês de antecedência do crédito e, desse modo, não incorpora rapidamente uma alta dos juros. Em outubro, a vantagem da caderneta por conta do redutor acaba.
É claro que, se comparada com a inflação, que está negativa, a remuneração da caderneta pode ser considerada interessante. No entanto, nos fundos DI o investidor terá ganhos ainda mais atraentes, que vão acompanhar possível elevação dos juros.
CDB Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) estão oferecendo remuneração confortavelmente acima da inflação, mas não são opção indicada para o momento. Por se tratar de um papel prefixado, em que o rendimento é definido antecipadamente, o investidor pode ser surpreendido em caso de uma elevação dos juros. E, apesar de o governo ter aumentado as taxas por duas vezes em menos de uma semana, não se pode descartar uma nova puxada nos juros.
Para quem aplicar hoje em CDBs quantias a partir de R$ 100 mil, o rendimento líquido estimado por 30 dias é de 2,19%, o mesmo que devem render os fundos de 60 dias DI. Mas, se houver nova esticada dos juros, a rentabilidade do CDB continuará a mesma, enquanto a do fundo DI acompanhará a oscilação.

mockup