Poupança perderá espaço no crédito imobiliário
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 25 de maio de 2009
<br> Agência Estado 
São Paulo - O crescimento dos financiamentos imobiliários fará com que a partir de 2011 a caderneta de poupança perca espaço como principal fonte de recursos para essa modalidade de crédito, segundo o vice-presidente do Bradesco, Norberto Pinto Barbedo. Para o executivo, o total de crédito imobiliário será equivalente em 2011 a 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB), contra os 2,3% de hoje.
O maior volume de empréstimos fará com que os agentes desse sistema recorram a outros instrumentos, já que só a poupança não será suficiente. ''O sistema passará a recorrer mais a securitização e operações estruturadas'', disse. Essa mudança no perfil das fontes de financiamento para o setor independe das alterações feitas na caderneta de poupança. A partir do ano que vem, o governo passará a cobrar Imposto de Renda dos rendimentos das aplicações superiores a R$ 50 mil. ''Essa mudança pode até causar alguma migração (para outro investimento), mas será pequena. Independentemente disso, a poupança é temporária no sentido de alavancar o crédito imobiliário no País'', afirmou.
A poupança é hoje a principal fonte de financiamento para construção e aquisição de moradias. O financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totaliza no ano até abril R$ 8,256 bilhões, um crescimento de 10,26% na comparação com igual período de 2008, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Entre maio de 2008 e abril de 2009 o valor chega a R$ 30,801 bilhões, recorde para um período de 12 meses.


