Brasília- Os saques em contas de caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 408,548 milhões em abril. Foi o quarto mês consecutivo de saída de recursos. A intensidade, desta vez, foi menor que a verificada em março, quando o volume de retiradas passou o de ingressos em R$ 1,410 bilhão. ''É possível que isto seja decorrência de alguma migração de recursos dos fundos de investimento'', disse uma fonte do governo. Segundo ele, parte do dinheiro dos fundos pode estar indo para a poupança.
A fuga de recursos dos fundos, na avaliação desta fonte, estaria ocorrendo em razão de um processo de desvalorização das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) negociadas em mercado. ''Quem é mais bem informado já deve estar saindo dos fundos'', disse a fonte. A queda nos preços dos títulos pós-fixados emitidos pelo Tesouro Nacional vem sendo provocada por uma redução na rentabilidade destes papéis, causada pela redução dos juros básicos da economia. ''Com a rentabilidade menor, houve aumento da aversão a estes papéis (que compõem a carteira dos fundos)'', disse.
Essa queda do valor dos saques acima dos depósitos foi suficiente para permitir uma volta do crescimento do saldo das aplicações em poupança, depois de dois meses consecutivos de reduções. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Banco Central, o saldo dos investimentos em poupança subiu em abril com relação a março de R$ 142,993 bilhões para R$ 143,453 bilhões, dos quais 65% têm que ser obrigatoriamente direcionados para o financiamento habitacional. A melhora, neste caso, foi obtida graças ao crédito de R$ 868,443 milhões de rendimento.

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