As reduções consecutivas da taxa Selic - taxa básica de juros - fixada em 14,25% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, em setembro, estão tornando o cenário das aplicações e investimentos cada vez mais atraente para a tradicional poupança. Isto porque a Selic atinge diretamente os investimentos financeiros de varejo baseados em fundo de Investimentos: quanto menor a Selic, menos rendimento esses investimentos oferecem. A expectativa do mercado é que ao final de 2007 a taxa básica de juros esteja em 12,77%.
Segundo especialistas, a previsão é boa para os pequenos aplicadores, que já contam com a poupança para guardar suas economias, mas também melhor para os investidores que procuram mais segurança e bons rendimentos diversificando seu leque de aplicações. O rendimento líquido da poupança de janeiro a agosto deste ano foi de 5,54% e o projetado para os próximos 12 meses é de 8,46% (com TR de 01/09/06), superior a de outros investimentos quando se calcula também os descontos da taxa de administração, Imposto de Renda e CPMF.
''Quando consideramos a isenção de Imposto de Renda, IOF, a devolução da CPMF e a inexistência de taxa de administração, a poupança apresenta ótima rentabilidade e isso faz dela mais uma alternativa para grandes investimentos'', diz o vice-presidente de Negócios Bancários da Caixa Econômica Federal, Fábio Lenza. ''Além disso, é a aplicação de maior liquidez no mercado'', completa ele.
Uma análise de 53 fundos de investimento de curto prazo, Renda Fixa e DI, com aplicação mínima inicial inferior a R$ 5 mil - realizada pelo site Fortuna - apontou que 28 fundos perderam para a poupança em rentabilidade, considerando o período de 12 de junho a 12 de setembro.
Segundo Lenza, a Caixa conta atualmente com mais de 30,8 milhões de contas ativas, sendo 2,4 milhões abertas somente neste ano (o que dá uma média de 300 mil contas abertas por mês). Entre os poupadores do banco estão pessoas na faixa dos 31 até 45 anos (31%). Em seguida (20%), aparece o público com idade entre 46 e 60 anos. E os mais jovens, de 16 a 30 anos, têm 16% de participação.
Com a taxa Selic em queda e a projeção do Banco Central para inflação ainda menor neste ano, a expectativa é que a poupança registre até dezembro seu melhor desempenho em captação desde 2003. Especialistas de mercado calculam que o rendimento pode atingir 8,30% no ano de 2006, contra o custo de vida de 3,68% - mais que o dobro do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País.

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