Poupança e fundos de 60 dias são opções para 13º
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de novembro de 1996
Agência Estado 
SÃO PAULO - Quem recebeu a primeira parcela do 13º e está em condições de aplicá-lo, a caderneta e os fundos de 60 dias aparecem como as melhores opções. A caderneta é indicada para quem não quer correr nenhum risco e só pode aplicar por 30 dias. Em dezembro, com o novo corte no redutor da Taxa Referencial (TR), o rendimento da caderneta vai se aproximar do dos fundos de investimento financeiro (FIFs) de 60 dias e tende a superar os FIFs de 30 dias.
No entanto, se o aplicador puder empregar o dinheiro por um prazo mais longo, o diretor da BBA-Capital Administração de Recursos, Alexandre Zakia Albert, recomenda os fundos de 60 dias DI (que seguem a oscilação dos juros no mercado interbancário). Ele lembra que neste ano, os fundos de 60 dias foram o principal destaque da renda fixa.
Os CDBs não são boa opção de investimento para o 13º, uma vez que apenas grandes aplicadores conseguem as maiores taxas do mercado. Ainda que, numa hipótese, receba R$ 10 mil de adiantamento (e, para isso, é preciso ter um salário de R$ 20 mil), o investidor obterá melhor rentabilidade nos fundos ou na caderneta.
Tanto Zakia Albert como o diretor de análise econômica do Banco BMC, Marcelo Allain, entendem que não vale a pena aplicar o 13º nas Bolsas, pois as perspectivas para os mercados de ações estão indefinidas.
O dólar também não é recomendado. Existe até a possibilidade de algum avanço das cotações no final do ano, por conta de operações de investidores que pretendem esconder os recursos do Fisco. Fora isso, não há indicações de uma alta mais consistente das cotações.


