Poupança cresce quase 40% no Norte do Paraná
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domingo, 22 de maio de 2011
Aline Vilalva <br> <br> Reportagem Local 
Os depósitos em caderneta de poupança têm experimentado intenso crescimento no País, mesmo com o aquecimento de outros tipos de aplicação. O cenário se repete na Região Norte do Estado, que atingiu quase 40% de acréscimo no saldo de poupança nos últimos dois anos, apenas na regional da Caixa Econômica Federal de Londrina, que compreende 92 municípios. O Paraná ocupa a quinta posição no ranking de Poupança SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e Rural de todo o País, com mais de R$ 17,615 bilhões de saldo, conforme dados do Banco Central.
O crescimento na regional da CEF do município foi de 39,8% no saldo das cadernetas de poupança de 2008 até o final de 2010, com incremento de 41,296 mil contas, segundo o superintendente regional Roberto Luiz Bachmann. No primeiro trimestre deste ano, o saldo depositado na caderneta somou R$ 1,62 bilhão na Região Norte do Estado. No País, no mesmo período, as agências da Caixa tiveram R$ 132,1 bilhões de saldo em poupança.
O volume destes depósitos está aumentando também na regional do Banco do Brasil em Londrina, de acordo com o superintendente Flávio Mazzaro. Nos últimos 12 meses, o acréscimo foi de 12%. ''Os volumes da poupança estão crescendo inclusive acima da expectativa, acima da inflação, e não há nenhum sinalizador que esse aumento vai parar'', afirma. Ele avalia que o depósito em poupança ainda é a aplicação de preferência do brasileiro.
A principal motivação em aplicações nessa modalidade de investimento é a tradição, segundo Roberto Akazawa, gerente do Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Ele observa que há um aspecto cultural popular da intenção de se investir num recurso como ''colocar dinheiro na poupança''. ''Essa cultura arraigada é reforçada pelo perfil do investidor nas cadernetas de poupança'', reitera.
Segundo censo semestral do Banco Central do Brasil, de dezembro de 2010, cerca de 56% dos aplicadores possui saldo de até R$ 100, sendo que essa fatia aumenta para 88% dos poupadores quando se considera um saldo de até R$ 5 mil, cita Akazawa. ''Esses aspectos levam à certeza de que a caderneta de poupança é o principal instrumento de aplicação do brasileiro'', conclui. O superintendente regional da CEF, Bachmann, acrescenta que a modalidade é atrativa, pois oferece segurança, rentabilidade e liquidez. A partir deste tripé, de acordo com ele, é possível definir o perfil do cliente e o tipo de aplicação que ele vai fazer.
Os depósitos de poupança de todos os bancos somaram R$ 387,359 bilhões, no dia 13 de maio - incluindo o SBPE e Rural -, ante R$ 334,870 bilhões de maio do ano passado, conforme dados do BC. Nos últimos 12 meses, os recursos das cadernetas de poupança propiciaram o financiamento de 451 mil imóveis, 39% mais que nos 12 meses anteriores, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).


