Poupança continua atrativa, diz CEF
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terça-feira, 06 de março de 2007
Agência Estado 
Vinícius Pinheiro
São Paulo- A caderneta de poupança permanece um investimento atrativo, mesmo após as mudanças na fórmula de cálculo da Taxa Referencial (TR), afirmou ontem o superintendente nacional de Serviços e Captação de Caixa Econômica Federal (CEF), Roberto Derziê. A medida, disse, não reduzirá a rentabilidade líquida da caderneta, que deverá se manter na faixa de 65% do CDI - indicador de referência do mercado. ''A poupança não voltará a ser o patinho feio dos investimentos'', disse.
O superintendente classificou as alterações determinadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) como um ''ajuste fino'', que deverá equilibrar o fluxo de recursos entre as aplicações financeiras. Como a poupança tem isenção de imposto de renda, um patamar de retorno mais elevado poderia levar a uma entrada excessiva e até mesmo especulativa de capital, observou.
Os bancos também teriam problemas com uma expansão muito grande dos depósitos da poupança, pois são obrigados a destinar parte dos recursos ao financiamento imobiliário, de acordo com Derziê.
O executivo afirmou que as mudanças trazem impacto positivo também para os mutuários. ''Se a TR se mantivesse nos padrões anteriores, a taxa assumiria uma proporção muito elevada em relação ao indexador das prestações da casa própria.''
A medida do CMN não afetou as projeções de captação do banco. Nos primeiros dois meses do ano, a Caixa registrou uma entrada de R$ 1,1 bilhão na poupança, ritmo que deve ser reduzido nos próximos meses em razão de fatores sazonais, segundo Derziê. ''O cenário continua promissor, tanto que mantivemos nossa projeção de aplicar até R$ 4 bilhões em habitação com recursos da poupança'', acrescentou.


