O superintendente regional da Caixa, José Carlos Rodrigues: para cliente sem fluxo de caixa organizado
O superintendente regional da Caixa, José Carlos Rodrigues: para cliente sem fluxo de caixa organizado | Foto: Ricardo Chicarelli



Forma de investimento mais tradicional e de menor remuneração atualmente, a caderneta de poupança ainda conta com adeptos e instituições financeiras buscam formas de mantê-la atrativa. A despeito da rentabilidade abaixo da inflação, a poupança é um lugar seguro para guardar dinheiro com alta liquidez, mas indicado para quem tem recursos insuficientes para outras modalidades mais rentáveis.
Trata-se do investimento mais simples de todos. Tem algumas vantagens, como a ausência da cobrança de taxa de administração, isenção de Imposto de Renda e de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a possibilidade de resgate a qualquer momento. Entretanto, somente em outubro deste ano a caderneta de poupança voltou a registrar rendimentos maiores que a inflação.
A aplicação teve rendimento de 8,33% no período de 12 meses terminado em outubro, contra variação de 7,87% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O ganho real de 0,43% foi o primeiro desde dezembro de 2014, quando o rendimento dos 12 meses foi 0,71% acima da inflação.
Entretanto, o baixo rendimento e a crise econômica, que provocou demissões e fechamentos de postos de trabalho e reduziu a renda das famílias, levaram a um movimento de debandada das poupanças, com saques superando os depósitos. Entre junho de 2015 e junho de 2016, o mercado registrou captação negativa nas poupanças de 1,3%, com diferença de R$ 57,6 bilhões entre saques e depósitos.
Os valores em cadernetas de poupança na Caixa no Paraná chegam a R$ 18 bilhões atualmente, contra R$ 17 bilhões no início do ano, segundo o superintendente regional do banco, José Carlos Rodrigues. No Brasil, são R$ 242 bilhões sob custódia do banco, que têm 37% do mercado de poupanças.
Ele admite, entretanto, que houve um movimento de saques, provocado pelo momento econômico. "As pessoas deixaram de usar o crédito, que está escasso, e buscaram as reservas", diz, sem descartar quem quis buscar outras alternativas mais rentáveis.
De acordo com ele, apesar de todo cliente ser um "poupador em potencial", a modalidade é indicada para pessoas de baixa ou média renda, que não têm recursos para diversificar aplicações. É a pessoa que quer proteger seu dinheiro e ter acesso rápido às economias, em momentos de emergência. "É indicado para cliente de baixa renda, que tem o costume de poupar e não tem um fluxo de caixa tão organizado. Para ele, a poupança é a mais adequada", diz.

mockup