Cerca de 50 pessoas de Londrina e região Norte do Paraná estão entrando com ações de execução e ordinárias contra bancos em atividade entre 1987 e 1989. O objetivo é conseguir uma restituição que atinge o total de R$ 200 mil, relativas a perdas ocorridas com depósitos em poupança, durante os planos econômicos Bresser (junho de 1987) e Verão (janeiro de 1989).
''As pessoas que deram entrada nos processos devem receber, em média, R$ 5 mil cada uma'', afirma João Evanir Tescaro, advogado especializado em direito tributário. As correções de poupança que devem ser realizadas pelos bancos são de 6,8%, relativo às perdas decorrentes do plano Bresser, e 16,64%, referentes ao plano verão.
Segundo João Tescara, o tempo para que os recorrentes consigam a correção de seus depósitos varia de banco para banco. ''As pessoas que entraram com ações de execução contra o Banco do Brasil, por exemplo, são as que devem esperar menos para conseguir a correção, cerca de seis meses''. João ainda explica que algums podem ter que esperar até dois anos.
Armando Kenji Cinagava, microempresário e correntista do Banco do Brasil, por exemplo, já conseguiu a reposição das perdas de poupança relativas aos dois planos econômicos. ''Consegui meu dinheiro em tempo recorde (90 dias). Tive 68% do total depositado entre 1987 e 1989 devolvido''.
João Tescaro explica também que todas as pessoas que tinham dinheiro em poupança, com vencimento previsto até os dias 15 de junho de 1987 e 15 de janeiro de 1989, em bancos públicos ou privados, têm direito a receber a correção.

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