Poucas lojas abriram no comércio de Maringá
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terça-feira, 11 de fevereiro de 1997
Marcos Zanatta Sucursal de Maringá 
Mesmo com um mandado de segurança da Justiça do Trabalho autorizando o funcionamento do comércio de Maringá ontem, poucas lojas abriram as portas. O movimento ficou muito abaixo da expectativa dos comerciantes, que apostaram nas vendas divulgando a abertura das lojas na terça-feira de Carnaval. A idéia partiu do Núcleo de Desenvolvimento do Comércio da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim).
O presidente do núcleo, Rubens Abrão, explica que a terça-feira de Carnaval não é feriado, e portanto nenhum comerciante teria a temer a fiscalização em caso de optar por abrir a loja. No sábado, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Maringá, conseguiu liminar da Justiça do Trabalho, impedindo a abertura. O juiz Cássio Colombo Filho, da 2ª Junta de Conciliação e Julgamento de Maringá, alegou que apesar de ponto facultativo, o Carnaval está arraigado nos costumes do brasileiro, e deveria ser guardado.
Ele alegou ainda, na liminar, que a abertura na terça-feira não estava prevista na Convenção Coletiva de Trabalho firmada entre patrões e empregados. Além de acionar o Ministério do Trabalho para fiscalizar a abertura das lojas e fixar uma multa de R$ 500 por funcionário no caso de desrespeito à ordes judicial.
Durante todo final de semana e na segunda-feira, a diretoria da Acim e do Sindicato do Comércio Varejista de Maringá se reuniu para derrubar a liminar. Somente ontem, no entanto, as entidades conseguiram um parecer favorável de um juiz de Curitiba, localizado em Guarapuava por diretores da Acim. A decisão foi repassada pela entidade no início da tarde, por volta das 14 horas, enquanto as lojas deveriam abrir ao meio-dia. Poucas optaram por abrir as portas, diante do fraco movimento inclusive nos shoppings.


