Pouca gente foi às compras no Centro
Pouca gente foi às compras no centro da cidade ontem de manhã. O movimento nas ruas foi nitidamente menor que o normal. Nas lojas, enquanto os vendedores confirmavam que as vendas estavam fracas, alguns comerciantes avaliavam que valeu a pena abrir as portas. É o caso da proprietária da Gigante da Sergipe e ex-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), Najila Nabhan. "O movimento está normal. Valeu a pena abrir", afirmou. Questionada pelo fato de não haver nenhum cliente no momento em que a reportagem esteve na loja, ela disse que "é preciso ver o resultado no decorrer do dia".
"O movimento está igual ao de um dia normal. É claro que compensou abrir", disse o dono da Rosa de Saron, Alexandre Oliveira. Dirce Brandit, gerente da Nagabi Modas, também afirmou que o movimento estava normal. "A decisão da Justiça está correta. O Dia da Consciência Negra deveria ser igual ao do Dia do Índio, um dia de comemoração, mas não feriado", afirmou.
Já a gerente da Nota 10 Variedades admitiu: "O movimento está péssimo. Não vai cobrir os custos". Ednalva Gomes, gerente da Mocassim Calçados, concordou: "Está péssimo, não compensou abrir". Para o gerente da Ótica Gouveia, as vendas estavam "uma porcaria". Apesar disso, ele considera a decisão da Justiça acertada e defendeu o cancelamento de outros feriados.
A reportagem conversou com vários vendedores. Ninguém quis dar entrevista, mas a maioria confirmou que o movimento estava fraco pela manhã. Larissa Andrade foi uma das poucas que permitiram publicar sua opinião. "Está fraco demais, não compensou (abrir) para o dono da loja e muito menos para mim."
Final do dia
No final do dia, a reportagem percorreu novamente o centro da cidade para avaliar o movimento do comércio. Segundo o gerente do Descontão, Antônio Verza Filho, o movimento ontem caiu 15% a 20% devido ao impasse do feriado. "Muita gente ficou sem saber (se o feriado estava mesmo confirmado), e gente de fora ficou com medo de vir."
"Nós esperávamos uma paradeira, mas valeu a abertura", disse Nicolau Bulgacov, proprietário do Café São Paulo. Na sua opinião, não deveria haver fechamento do comércio no período próximo ao Natal. "Acho um absurdo fechar. Não dá incentivo ao comércio. Como o comerciante vai pagar os funcionários?"
Para a gerente do Pé Quente Calçados, Maria Gonçalves, o movimento foi até melhor que nos dias normais devido ao fato de que alguns setores da cidade mantiveram o feriado. "Teve bastante lugar que fechou e as pessoas ficaram de folga." (N.B./Colaborou Mie Francine Chiba)





