Considerada extremamente deficiente pelo coordenador da Secretaria Estadual de Indústria e Comércio para Assuntos do Mercosul, Santiago Martin Gallo, a divulgação dos produtos paranaenses, feita de forma deficitária, reduz significativamente as exportações do Estado. A situação, que poderia ser melhor mesmo entre os países do Mercado Comum Sul-Americano (Mercosul), deve ser abordada a partir de 2004 com projetos do governo estadual destinados à criação de uma marca paranaense voltada ao mercado exterior, afirma o coordenador de Relações Internacionais da secretaria, Antônio Rapetti.
Os dois coordenadores estarão hoje no pólo moveleiro de Arapongas para ministrar palestras sobre mercado exterior e divulgar os projetos da Secretaria de Indústria e Comércio para apoio às exportações, em evento promovido em conjunto com o Sindicato das Indústrias Moveleiras de Arapongas (Sima). A indústria moveleira araponguense, que deve fechar 2003 com volume de negociações com o exterior aquém das estimativas do sindicato do setor, trabalharia sem apoio e individualmente na busca por compradores estrangeiros, segundo Martin Gallo.
''Tenho certeza que a falta de promoção dos produtos foi a principal causa para o comprometimento das metas de exportação'', afirma o coordenador. Dos US$ 500 mil em negócios com outros países estimados pelo Conex, consórcio criado pelo sindicato para fomento das exportações, até agora somente US$ 70 mil foram fechados. Além disso, as exportações das 160 indústrias respondem por apenas 4,3% do faturamento anual do complexo, atualmente estimado em cerca de R$ 600 milhões.
Os trabalhos da secretaria, segundo Martin Gallo, vão se concentrar na promoção comercial dos produtos paranaenses e na identificação de compradores e normas para venda nos mercados potenciais. Apesar de se manter superavitária, a balança comercial paranaense com o Mercosul tem muito espaço para crescimento, acredita Gallo. ''Argentina e Uruguai acabaram de sair de graves crises e o ramo de construção civil desses países já se recuperaram. É natural que agora o segmento de móveis nos dois vizinhos se agite e Arapongas é uma das cidades que precisa se aroveitar disso'', declarou Gallo. De todos os países do bloco sul-americano, o Paraná tem déficit na balança comercial somente com o Paraguai.
Também estão incluídos nos projetos do Palácio Iguaçu a criação de uma marca para identificar os produtos do Estado e certificados de garantia de qualidade, como expõe o coordenador de relações internacionais Antônio Rapetti: ''Teremos o apoio da Apex (Agência para Promoção das Exportações, vinculada ao Planalto) para os trabalhos de divulgação. Precisamos mostrar a cara do Estado lá fora.''

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