Para o urbanista José Luiz Faraco, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o que atrai os investidores para a Zona Norte é o potencial de consumo decorrente do grande número de pessoas residentes. Em 2000, a região já possuía mais de 25% da população do município. A área urbana de Londrina possuía nesta época 424.696 habitantes, sendo que destes, 106.759 eram residentes da região norte.
Para se ter uma idéia da grandeza da população da região, informa Faraco, basta compara-lá com a população dos municípios paranaenses. ''Em 2007, segundo a contagem populacional realizada pelo IBGE, dos 399 municípios do estado, apenas 15 possuíam população superior a 100 mil habitante''.
Ele observa ainda que a ocupação da Zona Norte se deu sem amparo em qualquer plano urbanístico. E isso acarretou, no início de sua ocupação, em inúmeras dificuldades para os seus moradores no tocante ao acesso a serviços essenciais, comércio, meios de locomoção, etc. ''Hoje, mais densa, as condições gerais de atendimento de sua população por serviços públicos e privados em muito melhoraram a qualidade de vida de seus moradores. As transformações pelas quais passou e passa a região norte exigem grandes cuidados no tocante ao planejamento da região'', afirma Faraco. (M.L.M.)

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