Potência do sistema interligado aumentou
Curitiba Depois do racionamento de energia que foi realizado no Brasil em 2001 e que não atingiu o Sul, a potência instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN) de energia que era de 67.988 megawatts (MW) em 2001 deve chegar ao final de 2006 em 88.257 MW.
A quilometragem de linhas de transmissão que no final de 2000 era de 69.034 quilômetros aumentou para 83.049 quilômetros no final de 2005 e a estimativa é que chegue a 86.187 até o final de 2006. Estes números foram possíveis com a entrada em operação de novas hidrelétricas e termelétricas.
Além disso, foram realizados reforços na subestação de Ivaiporã (PR) que faz parte da linha de transmissão Foz do Iguaçu-Ivaiporã-Itaberá (SP)-Tijuco Preto (SP). Foi instalada a nova linha Bateias (Campo Largo)-Ibiúna (SP) e a linha Londrina-Assis (SP)-Araraquara (SP). Com isso aumentou a capacidade de transmissão entre o Sul e o Sudeste que não tem o mesmo valor nos dois sentidos.
Em 2001, quando houve o racionamento de energia no Brasil e o Sul ficou de fora, a informação corrente era a de que o Paraná era auto-suficiente em geração de energia. Segundo o diretor da Enercons Consultoria e Energia, Ivo Pugnaloni, o sistema de energia é interligado em todo o País e não há como falar em auto-suficiência para um ou outro Estado.
Na época do racionamento, foram contratadas 59 usinas emergenciais a diesel sem licitação. Ainda, os Estados do Sudeste pagaram a RTE (Recomposição Tarifária Especial) de 2,9% aplicados nas contas dos clientes residenciais. Esta cobrança só terminou em janeiro de 2006. Para os demais consumidores do Sudeste (que não fossem residenciais) o porcentual cobrado era de 7,9%. A RTE não foi cobrada pela Copel.
Também foi criado o seguro-apagão para custear as usinas emergenciais a diesel que tinham potência de 1,75 gigawatts. O seguro-apagão era de 2% sobre todas as faturas de energia dos consumidores do País e foi denominado de Encargo de Capacidade Emergencial (ECE). (A.B.)





