Postos vivem dia de movimento fraco com alta dos combustíveis
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de março de 1999
Andréa Bertoldi Especial para a Folha 
Os postos de gasolina de todo o Paraná mudaram as tabelas de preços dos combustíveis a partir do meio-dia de ontem. Os valores antigos ainda vinham sendo praticados até o período da manhã, porque as distribuidoras não haviam repassado o reajuste, segundo informações do presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese. Apesar de o índice oficial do Departamento Nacional de Combustíveis (DNC) ser de 8% para a gasolina, 8,29% para o diesel comum, 8,37% para o diesel aditivado, houve muita variação de tabela na ponta de consumo. O frete é um dos maiores fatores responsáveis pelas diferenças de preços, justifica Fregonese. Ele afirmou que na última quarta-feira o movimento chegou a quadriplicar em alguns postos e que ontem alguns pontos de venda ficaram às moscas.
Fregonese destaca que a única companhia que cumpriu os compromissos de entrega no Paraná no prazo normal foi a Shell. A Ipiranga esperou o aumento e, por isso, não forneceu ontem. O gerente de operações setoriais da Ipiranga, Alísio Vaz, negou a acusação. Ele disse que de segunda a quarta-feira desta semana a distribuidora de Araucária comercializou 3,8 milhões de litros de diesel e 1,8 milhão de litros de gasolina a mais que o normal. Muitos clientes não foram atendidos devido a esse aumento no movimento, justifica. Ele explicou ainda que a Petrobras vende o produto para a Ipiranga no sistema de cotas diárias, que não podem ser muito ultrapassadas. O Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) também foi procurado pela Folha, mas não quis se manifestar sobre o assunto.
Em Curitiba, a gasolina foi comercializada ontem entre R$ 0,865 e R$ 0,892 (no sistema self service) e de R$ 0,989 a R$ 1,10 no atendimento de frentistas. O diesel comum foi tabelado em R$ 0,444. Antes do aumento, os postos cobravam, em média, R$ 0,865 o litro da gasolina e R$ 0,410 o diesel. Fregonese acredita que na próxima semana o mercado deve regular os preços.
O álcool, que sofreu retirada de subsídio no dia 1º de fevereiro, está tendo um repasse de aumento lento, de acordo com cada empresa distribuidora.
Fregonese informou que, na prática, os aumentos ficaram em torno de 12% na distribuidora e 8% para o consumidor final. Ele recomenda que os clientes devem buscar preço e qualidade para evitar existem muitos problemas de sonegação de ICMS e adulteração do produto.
No posto Jardim Botânico, em Curitiba, o movimento durante o dia de ontem foi normal. Ali, os combustíveis estão sendo vendidos com uma média de 7% de reajuste. Assim, o litro da gasolina comum custa, agora, R$ 0,95. Já no posto Triângulo, o preço antigo foi mantido ontem, e a nova tabela só vigora a partir de hoje.


