O comércio varejista de combustíveis aposta na liberação dos preços dos produtos derivados de petróleo para retomar as vendas, que há dois meses estão em queda no Estado. Segundo avaliação do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis), houve uma redução de 30% no volume de gasolina vendida nos postos, entre os meses de maio e junho, com continuidade neste mês. A queda estaria atrelada à perda de poder aquisitivo da população, que tem optado por deixar o carro na garagem para economizar.
Com a liberação do preço da gasolina nas distribuidoras, medida anunciada ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, a tendência é ter o produto mais barato. A BR Distribuidora já anunciou que vai reduzir em 2,5% o preço da gasolina a partir desta quinta-feira. As demais fornecedoras terão que seguir a tendência da BR para se manter competitivas.
O percentual de redução ainda está sendo definido, mas vai ficar a critério de cada fornecedora. A partir de agora, as distribuidoras vão se basear no preço do petróleo no mercado internacional e não mais nas planilhas da Petrobrás. A diferença entre os dois valores chegava a 30%. Com a inclusão de impostos e custos de industrialização, refino e transporte a queda no preço pode chegar a 6%.
Os representantes do comércio varejista garantem que na mesma hora em que receberem combustível mais barato, vão para a bomba de gasolina fazer a alteração nos valores, o que pode acontecer a partir desta quinta-feira. ‘‘A redução é automática e proporcional’’, assegurou, ontem, o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese.
Ele lembrou que, na semana passada, a distribuidora Ipiranga conseguiu reduzir o preço do álcool, após ganhar uma liminar na Justiça que permitia a ela comprar o produto direto da usina e não mais da Petrobrás. Fregonese afirmou que as demais fornecedoras devem seguir a mesma tendência nesta semana, garantindo álcool e gasolina mais baratos.
Um dos postos do centro da cidade já pendurou faixas e cartazes mostrando que os preços estão baixos. O litro da gasolina comum é vendido por R$ 0,789 e do álcool, por R$ 0,579. O presidente do Sindicombustíveis informou ainda que a margem bruta de lucro do setor está na faixa de 12 a 14 centavos por litro de gasolina.

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