Postos de combustíveis do Paraná estão com dificuldade para comprar óleo diesel. O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, afirmou que as companhias distribuidoras não possuem estoque para entregar às revendas.
Ele acredita que houve diminuição na oferta do produto vendido pela Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), localizada em Araucária (Região Metropolitana de Curitiba), que abastece a região e recentemente paralisou as atividades para manutenção.
A assessoria de imprensa da refinaria informou que essa possibilidade não existe, já que a empresa voltou a funcionar, com capacidade máxima, há mais de um mês. Outro possível motivo para a escassez seria o aumento de demanda decorrente do aquecimento da economia. ''Também pode ser antecipação de alta'', analisou Fregonese, acrescentando as companhias distribuidoras costumam reduzir a oferta quando há boatos sobre reajustes de preços.
A assessoria de imprensa da Petrobrás, no Rio de Janeiro, confirmou o aquecimento da demanda, mas esclareceu que a Repar têm cumprido todos os contratos de abastecimento. Se a procura continuar crescendo, entretanto, pode ser que a empresa não tenha condições de atender os pedidos imediatamente.
Em Londrina, o empresário Antônio Marques da Silva, dono de um posto de bandeira Bremen, não conseguiu repor seu estoque de óleo diesel e, ontem, estava com as bombas vazias. Proprietário de um posto bandeira Ipiranga, Marco Surian, ainda não enfrentou dificuldades porque tinha estoque suficiente. ''Mas fiquei sabendo que as companhias só estão entregando pedidos feitos com 24 horas de antecedência'', disse.
A Petrobras Distribuidora informou, em nota oficial, que todos os 21 postos de combustíveis de sua rede em Londrina, tiveram seus pedidos de óleo diesel atendidos normalmente ontem. Os pedidos de Maringá serão normalizados até hoje.
O presidente do Sindicombustíveis explicou que os postos que não conseguirem comprar o combustível das distribuidoras com quem mantém contrato de exclusividade devem notificar a companhia e pedir autorização à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para comprar o produto em outras bandeiras. Ele afirmou, também, que o sindicato está monitorando o problema e deve entrar com ações contra os responsáveis se a situação não se normalizar.

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