Postos sobem preço do álcool em 44%
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Lorena Vieira<br>Agência Estado 
São Paulo - O crescimento da alimentação fora do lar é uma das preocupações da Associação Paulista de Supermercados (Apas) em relação a fatores que possam influenciar negativamente o faturamento do setor. A parcela do gasto domiciliar com a alimentação fora do lar passou para 4,6% em 2007 de 4% em 2006, de acordo com pesquisa da LatinPanel, apresentada ontem no 24º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, iniciado ontem, na capital paulista.
Segundo o presidente da associação, João Sanzovo Neto, para minimizar os efeitos do aumento do consumo de alimentos fora das residências, os supermercadistas têm que ampliar a oferta de pratos prontos no conjunto de produtos colocados à venda nas lojas. Mas o executivo ressalta que a participação desses gastos poderá até mesmo ser reduzida caso haja um agravamento do cenário inflacionário no Brasil neste ano e a consequente redução do poder de compra. Para ele, esse movimento está ocorrendo nos Estados Unidos, devido à crise financeira daquele país.
A pesquisa da LatinPanel apontou que o gasto médio domiciliar com alimentação fora da residência cresceu 8% entre 2006 e 2007. O consumo de alimentos dentro do lar, por sua vez, teve queda de 11%, passando a representar 17,8% dos gastos. Em 2006, respondia por 19% do total. Como resultado, o gasto com frutas, verduras e legumes caiu 17%, e o relativo a carnes, aves, ovos e peixe teve redução de 15% na mesma comparação, segundo a Apas.
A LatinPanel apontou que 11,2% dos consumidores informaram que ''sempre'' comem fora de casa, ainda próximo aos 11% registrados em 2006. Mas a parcela daqueles que comem ''de vez em quando'' fora da residência aumentou de 25% em 2006 para 30,9% em 2007. A compra de pratos prontos manteve a participação, de 5%, na opção ''sempre'', porém cresceu de adesão na faixa esporádica, de 16,7% para 18,2%.
A Apas aponta que o aumento da concorrência dos diversos segmentos varejistas também é um fator preocupante para o setor. O consumidor ficou mais ''infiel'' em relação às empresas onde faz compras. De acordo com o estudo apresentado pela associação, em 2007 76% dos lares optaram por mais de três canais para abastecimento, como supermercados, mercearias, lojas atacadistas e de conveniência. No ano anterior, esse patamar era de 74%.
Segundo a pesquisa, dos consumidores que realizam compras nos supermercados, 94% também utilizam o varejo tradicional; 73%, o porta-a-porta; e 18%, o atacado de auto-serviço, que vende itens no varejo. Em 2006, esses segmentos respondiam, respectivamente, por 92%, 72% e 13%.
Para a Apas, os supermercados têm oportunidades de aumentar vendas em diversas categorias de produtos. Em rotisserie, por exemplo, 18% das pessoas realizam compras apenas nos supermercados, o mesmo porcentual da categoria de pães. Nesses dois casos, 15% e 31% dos consumidores, respectivamente, compram em outros canais. No segmento de não alimentos, as chances são amplas. Em vestuário e calçados, por exemplo, 83% dos consumidores adquirem produtos fora dos supermercados, o mesmo porcentual da categoria de cama, mesa e banho. Em eletroeletrônicos, 79% dos consumidores preferem lojas a supermercados para comprarem produtos.


