O pré-anunciado repasse da CPMF para o preço dos combustíveis, feito há duas semanas pelo Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, deverá ser adiado por algumas semanas e talvez até não aconteça. A garantia foi dada ontem pelo diretor regional do sindicato Pedro Millan.
Ele disse que os donos de postos só repassarão o custo da contribuição se ficar comprovado que houve aumento no preço dos produtos na refinaria e distribuidora.
‘‘Não repassaremos o custo se continuarmos a receber os produtos pelo mesmo valor’’, afirmou Millan. Ele disse que os postos foram tomados como ‘‘vilões’’ neste mês por causa dos dois aumentos consecutivos nos preços da gasolina e álcool.
O Sindicombustíveis chegou a anunciar que pretendia repassar 0,6% para o preço dos produtos. O percentual, três vezes maior que o desconto da CPMF, seria necessário devido às inúmeras etapas comerciais que antecedem a venda da gasolina ou álcool na bomba.
O presidente do sindicato, Roberto Fregonese, disse que a CPMF incidirá na refinaria, nas distribuidoras e em seguida no comércio, o que daria pelo menos três movimentações financeiras. Fregonese afirmou que se houver o repasse do custo, ele representará um centavo de real a mais no preço final dos combustíveis. (C.M.)

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