As operações contra irregularidades em postos de combustíveis em Londrina realizadas na semana passada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Procon e Promotoria de Defesa do Consumidor devem se tornar permanentes. A garantia foi dada ontem pelo delegado do Gaeco, Alan Flore, que adiantou à FOLHA que novas fiscalizações irão acontecer em breve. Na sexta-feira, seis postos foram visitados pelos órgãos, sendo que quatro possuiam algum tipo de problema. Dois empresários foram presos, mas pagaram fiança de R$ 4 mil e foram liberados em seguida.
A principal irregularidade encontrada foi a utilização de bandeiras de grandes distribuidoras, quando na verdade as notas fiscais mostravam que eles correspondiam a bandeira branca. Ontem, os três postos já estavam funcionando normalmente: o localizado na Quintino Bocaiúva estava com a fachada parcialmente retirada; o da Avenida Rio Branco já tinha retirado toda a fachada; e o da Saul Elkind, que utilizava a logomarca da distribuidora e havia sido lacrado pela polícia, já não apresentava nada que remetesse à antiga marca. Nesse caso, o Procon revogou a suspensão temporária da atividade. ''Entretanto, os três sofreram multas, independentemente da esfera judicial'', explicou Carlos Neves Junior, coordenador do Procon de Londrina.
O delegado Alan Flore comentou que os estabecimentos podem voltar a funcionar normalmente, desde que não atuem da forma que vinham fazendo. ''Todos se comprometeram a mudar as fachadas. A partir de agora, as fiscalizações devem acontecer em curtos espaços de tempo. Vamos continuar o trabalho também para encontrar novas irregularidades'', completou.
Multas
O Procon divulgou ontem o resultado das fiscalizações feitas desde o ano passado em postos de combustíveis da cidade. Ao todo, 43 proprietários foram multados por aumento de preços sem justificativa. Desse grupo, 41 apresentaram recursos, sendo que apenas um pagou o valor estabelecido e o outro não manifestou recurso.
Segundo Carlos Neves Júnior, a Secretaria Municipal de Governo é o órgão responsável pela análise dos recursos. Ele afirmou que até o dia 29 de abril, 23 multas foram ratificadas pela Secretaria. ''O resultado apontou que, desse número, todos os proprietários deverão pagar as multas, que variam entre R$ 4 mil a R$ 14,5 mil, dependendo da irregularidade registrada''.
Neves ressaltou que agora o Procon aguarda a possível confirmação das outras multas já aplicadas e que continuam sendo analisadas pela Secretaria de Governo. ''Não temos um prazo definido para divulgar o resultado final, mas as apurações continuam normalmente'', completou.

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