O administrador dos postos de combustível Íris e Star West, Claudio Roberto Barbosa Furtado Santos, foi libertado ontem de manhã. Responsável pelos dois estabelecimentos localizados no canteiro da Avenida Leste-Oeste, na zona oeste de Londrina, ele havia sido preso na quinta-feira à tarde, acusado de crime contra a ordem financeira por revender combustível em desacordo com as normas da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
Segundo Rodrigo José Mendes Antunes, advogado de Santos, a Justiça determinou a revogação da prisão na noite da própria quinta-feira por entender que não havia motivos para que seu cliente continuasse detido na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2).
''O juiz de plantão (Alvaro Rodrigues Junior) entendeu que a liberdade do meu cliente não representa nenhum risco porque ele não tem antecedentes e possui residência fixa'', afirmou Antunes. O administrador vai responder ao inquérito em liberdade.
Santos foi preso durante a Operação Bomba Limpa, uma iniciativa conjunta do Procon, Ministério Público, Receita Estadual e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e do Comitê Sul-Brasileiro de Qualidade de Combustíveis.
Os dois postos foram lacrados. O Íris é cadastrado junto à ANP como sendo de bandeira BR, mas na quinta-feira estava vendendo combustível de outra distribuidora, o que é considerado ilegal. Já o Star West tem bandeira branca, mas os integrantes da Bomba Limpa acreditam que o posto induzia o consumidor a pensar que os produtos vendidos no local eram da Petrobras. Isso porque as cores do estabelecimento são as mesmas da BR e, em uma das bombas, havia um adesivo da distribuidora.
O delegado do Gaeco, Alan Flore, disse ontem que soube da soltura do administrador pela imprensa. Ele afirmou à reportagem que não poderia dar mais detalhe sobre as investigações.
Segundo o advogado Rodrigo Antunes, Santos havia iniciado um processo de compra dos postos e que, por isso, consta como administrador dos estabelecimentos. Mas o negócio ainda não teria se concretizado. O advogado lembrou ainda que os dois postos estão em áreas públicas e que a Prefeitura tenta retomá-las na Justiça. Por isso, segundo ele, existe a possibilidade de que sejam fechados definitivamente.
Além dos postos sob responsabilidade de Santos, os integrantes da Bomba Limpa interditaram quinta-feira o Posto Tropical, na Rua Guaporé (Vila Nova). Eles entenderam que não havia uma definição exata sobre a origem do etanol vendido no local. O proprietário Claudir Bolognese nega irregularidades.
O coordenador do Procon, Carlos Neves Júnior, disse que representantes dos três postos interditados estiveram ontem no órgão para apresentar suas defesas. Eles foram orientados a protocolar as explicações. ''Na segunda-feira, vou analisar os documentos. Os postos continuam interditados'', afirmou.

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