Postos reduzem preços do álcool e gasolina
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terça-feira, 09 de junho de 2009
Eli Araujo<br> Reportagem Local 
A Folha realizou uma pesquisa de preços em 35 postos de combustíveis do centro e parte da periferia de Londrina e constatou que houve redução entre 10% e 16% nos preços da gasolina e do álcool em vários estabelecimentos na última semana. O objetivo da pesquisa foi identificar se as investigações conduzidas pelo Ministério Público, Procon, Polícia Federal e Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos estão interferindo nos preços dos combustíveis na cidade. Os quatro órgãos investigam os empresários do setor sob a acusação de possível alinhamento de preços.
A diferença mais sensível observada na pesquisa foi com o álcool. No mês de maio, o litro do produto era vendido por R$ 1,46, em média. Ontem, todos os postos pesquisados vendiam o produto abaixo de R$ 1,42 e, quase a metade, abaixo de R$ 1,30. O menor preço encontrado foi R$ 1,22. A diferença entre o maior e o menor preço é de 16%.
A gasolina, que no mês de maio estava a R$ 2,51 o litro, em média, se manteve acima deste patamar apenas em três postos. Em 16 estabelecimentos o litro variava entre R$ 2,35 e R$ 2,40 e em outros 16 entre R$ 2,41 e R$ 2,50. A diferençe entre o maior e o menor preço é de 10%.
Quanto ao diesel, o que se pôde observar é que houve pequenas variações na maioria dos postos, e em muitos deles o litro ficou abaixo de R$ 2,00. Alguns postos não informaram em suas tabelas os preços que praticavam ontem. E a diferença observada entre o maior e o menor preço foi de 13%.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná, Roberto Fregonese, diz que não há ''tecnicamente nenhum motivo'' para a redução dos preços do álcool e da gasolina em Londrina. Segundo ele, o ICMS que incide sobre os dois produtos tem por base R$ 1,61 e R$ 2,62, respectivamente. Para Fergonese, a única explicação seria o ''aumento'' da concorrência entre os postos. Quanto ao álcool, ele cita a possibilidade até de sonegação fiscal para a redução de preços.
Ele analisou também a investigação sobre alinhamento de preços que está sendo realizada em Londrina. O presidente do Sindicombustíveis acredita que esta situação também pode causar ''interferências'' nos preços dos produtos.


