Postos de Londrina que, na quinta-feira, ainda não tinham reajustado seus preços iniciaram o dia de ontem vendendo combustível mais caro. Em todos os estabelecimentos visitados pela Folha, o litro do álcool custava de R$ 1,17 a R$ 1,19. No caso da gasolina, o preço variou de R$ 2,03 a R$ 2,09.
No posto Samuara, na Avenida Maringá, (zona oeste) mesmo antes de receber combustível com o novo preço, o proprietário José Carlos de Lusa reajustou a gasolina para R$ 2,09 e o álcool para R$ 1,19. A justificativa é que ele está acompanhando os valores praticados pelo mercado.
Questionado sobre a alta de R$ 0,16 na gasolina - adotada pela maioria dos postos - que supera os R$ 0,04 anunciados anteriormente pelo Sindicombustíveis, ele comentou que o setor deve ter aproveitado a oportunidade para melhorar a margem de lucro. ''Estava muito defasada'', justificou.
Apesar do encarecimento, José Carlos afirmou que o movimento se manteve. No posto Tupã, na Avenida Duque de Caxias, (área central), funcionários também comentaram que não houve diminuição no fluxo de clientes depois do reajuste.
Para a comerciante Terezinha Hesko, o novo aumento dos combustíveis vai ''atravancar o progresso''. Inconformada com o novo preço, ela afirmou que a alta é abusiva e desrespeitosa ao consumidor. ''Combustível não é luxo, é necessidade básica. Quem controla os preços poderia se esforçar mais para contribuir com o esforço do presidente da República, que está tentando melhorar a condição de vida das pessoas'', criticou.

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