Postos querem suspender novos alvarás
Cláudia Lopes
Proprietários de postos de combustíveis de Londrina pediram ontem a suspensão da liberação de alvarás para abertura de novos postos na cidade ao procurador jurídico do município, Edson Vianna. Queremos a elaboração de um estudo técnico que estabeleça parâmetros para instalação dos novos postos, disse o proprietário do Posto Esperança, Ariovaldo Ferraz Arruda.
O dono do Posto Santa Cruz, Eduardo Tomasetti, afirmou que existem cerca de 30 solicitações de alvarás tramitando na prefeitura de Londrina. Cerca de 15 estão praticamente aprovados. Destes, 8 postos já estão em construção, reclamou. O município conta atualmente com 87 postos de combustíveis, que suprem uma frota de 130 mil veículos. Em São Paulo, são cerca de 900 postos para aproximadamente 5 milhões de carros, segundo Ariovaldo Arruda.
Os empresários reclamaram da revogação de uma lei municipal, há cerca de um ano, que estabelecia critérios para a construção de postos na cidade. Os estabelecimentos tinham que ter uma equidistância de 1,5 mil metros entre um e outro, e deveriam ser instalados em terrenos de no mínimo 1,2 mil metros quadrados, disse Tomasetti, afirmando que a lei foi revogada para beneficiar o Carrefour.
Eles reclamaram da instalação do posto do Carrefour em frente a outro estabelecimento e dos preços praticados pelo grupo francês, além do fato do serviço prestado ser do tipo self-service. O Carrefour não está respeitando a lei que prevê que 1/3 das bombas tenham funcionários. É uma concorrência desleal, afirmou Tomasetti. Segundo ele, o Carrefour detém hoje 10% do mercado londrinense.
Os donos de postos publicaram ontem um anúncio/manifesto de uma página na Folha. A reportagem tentou contatar, ontem à noite, o diretor geral do Carrefour em Londrina, Edgar Marchiori, e a assessoria de imprensa da empresa em São Paulo mas não conseguiu.





