Arquivo FolhaDistorçãoPosto do bairro das Mercês, em Curitiba, exibe novos preços após o último reajuste; valor é menor que de concorrentes próximos à refinariaPostos de combustíveis localizados nas proximidades da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, estão cobrando mais caro que estabelecimentos de Curitiba, distante cerca de 15 quilômetros. A verificação indica que o custo do transporte não está entrando na composição dos preços do varejo e que eles, pela proximidade, não estão descontando o item como deveriam.
É o caso do Posto Cupim, localizado na Avenida Araucária, a cerca de 1 quilômetro da Repar, que cobra R$ 0,79 pela gasolina aditivada. O preço é menor no Posto da Cidade Industrial de Curitiba: R$ 0,745. No Posto Bandeirantes (Avenida Manoel Ribas, Mercês, Capital), o combustível é vendido por R$ 0,769. No Posto Ricardão (Jardim Virgínia), o preço sobe para R$ 0,781.
A dança dos preços desqualifica completamente as acusações do governo federal de que o segmento opera cartelizado - pelo menos na região de Curitiba.
No caso do álcool, a diferença entre os preços é ainda maior. O produto custa R$ 0,682 no Posto Ricardão, R$ 0,60 no Posto Barra Limpa (Rua Visconde de Guarapuava) e R$ 0,594 no Posto da CIC. Em Araucária, o álcool comum custa R$ 0,634 no Posto Cupim e R$ 0,66 no Posto JR, a sete quilômetros da refinaria. A diferença do menor para o maior preço chega a 16%.
O diesel é o combustível que tem preços mais homogêneos. Também neste caso, pelo menos um posto localizado em Araucária cobra mais caro que postos de Curitiba, apesar da proximidade da refinaria.
O Posto Cupim, que vende 300 mil litros de combustível por mês, cobra R$ 0,402 pelo litro do diesel. Quase todos os outros postos consultados cobram R$ 0,393 pelo litro, com exceção do Posto Bandeirantes, nas Mercês, que também cobra R$ 0,402.

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