Não é preciso estabelecer uma distância mínima entre postos de combustíveis e outros estabelecimentos. Foi isso que os vereadores ouviram do tenente Renê, do Corpo de Bombeiros, na sessão da última quinta-feira. O tenente havia sido convidado para participar da discussão do projeto de lei 158, que autoriza a construção de um residencial próximo ao pool de combustíveis na Zona Norte.
Ele mostrou aos vereadores as distâncias que devem ser respeitadas em relação aos grandes locais de armazenamento de combustíveis e disse que os postos são considerados de ''baixo risco'' por terem tanques subterrâneos. Dessa forma, não oferecerm perigo à vizinhança.
Mesmo assim, o vereador Jacks Dias (PT) não vê razão para apresentar um projeto de lei alterando o novo Código de Posturas do Munícípio. Aprovado em dezembro do ano passado, o Código diz que novos empreendimentos como escolas e mercados, não podem ser instalados a menos de 300 metros de um posto de combustível. E está sendo visto como uma nova Muralha.
A distância mínima foi incluída na lei por uma emenda apresentada pelo vereador. Vários estabelecimentos que estão em fase de implantação em Londrina correm o risco de não receber alvarás porque estão próximos de postos. .
''Se alguém achar que há problema, pode tomar a iniciativa (de apresentar o projeto revogando o dispostivo)'', afirma Dias. Ele diz que sua emenda foi discutida com as entidades que representam o setor e aprovada em audiência pública.
A presidente da Comissão de Justiça, Sandra Graça (PP), conta que, após o parecer do Corpo de Bombeiros, se convenceu de que a lei precisa ser revista. Mas, como está licenciada do cargo para presidir a Comissão Processante contra o prefeito Barbosa Neto (PDT), não tem condições de apresentar o projeto agora.
Desde quinta-feira, a FOLHA tem tentando ouvir o secretário de Obras, Bruno Morikawa, e a procuradora do Município, Claudia Rodrigues, a respeito do assunto, mas eles não atendem os telefones. (N.B.)

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