Desde terça-feira funciona, em Londrina, um sistema de proteção contra cheques furtados e sem fundos implantado por proprietários de postos de combustível. O sistema tem cadastrado 3,5 mil nomes de consumidores que passaram cheques sem fundos nos últimos cinco anos em Londrina. As informações deste banco de dados serão atualizadas semanalmente. Inicialmente, o sistema está sendo usado por dez empresários do setor - que respondem por 50% da gasolina, álcool e diesel comercializado na cidade, segundo Luiz Bolognesi, idealizador do sistema.
A consulta do cheque é feita a partir do número do CPF do consumidor. ‘‘O sistema mostra o nome do posto onde a pessoa passou o cheque sem fundos, o valor, a data, a instituição bancária e o motivo da devolução do cheque’’, explica Bolognesi.
Proprietário de quatro postos em Londrina, ele acredita que o serviço vai diminuir o prejuízo dos donos de postos da cidade. ‘‘Tenho um prejuízo mensal com cheque sem fundos que corresponde a 2,5% do meu faturamento’’, calcula. Bolognesi diz receber entre 600 e 700 cheques sem fundos por mês. Para utilizar o serviço, os proprietários dos estabelecimentos não precisam pagar nada. ‘‘Basta ter um computador, até mesmo um 286’’.
Bolognesi acredita que 10%, dos 3,5 mil nomes listados, sejam de reincidentes. ‘‘Cerca de 350 são caloteiros profissionais, que percorrem os postos da cidade emitindo cheques frios’’, conta. ‘‘Os estabelecimentos podem
até acionar a polícia no caso de estelionatários. A intenção é em breve estender o serviço para a comunidade. Nos casos de roubo, a pessoa lesada poderá registrar seu CPF no sistema para que, se o ladrão abastecer num dos postos, a polícia seja chamada’’.

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