Curitiba - A Agência Nacional de Petróleo (ANP) cassou o registro de 229 postos de combustíveis no Paraná mas, 27 deles ainda continuavam funcionando normalmente ontem. Segundo informações do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado do Paraná (Sindicombustíveis PR), dois dos postos em funcionamento estão localizados em Curitiba.
Os outros revendedores que ainda estão com as portas abertas atuam nas cidades de Santa Mariana, Borrazópolis, Inajá, Nova Esperanca, Catanduvas, Laranjal, Guarapuava, Pinhão, Reserva, Irati, Maria Helena, Campo Mourão, Juranda, São José dos Pinhais, Mangueirinha, Paranaguá, União da Vitória, Altônia, Foz do Iguacu, Entre Rios do Oeste, Itaipulândia, Santo Antônio da Platina e Francisco Beltrão.
Um dos revendedores que teve o registro cassado em Curitiba foi o RPMY Comércio de Combustíveis e Lubrificantes localizado no bairro Xaxim. A reportagem da Folha foi até o local mas não encontrou o proprietário. Os funcionários também não quiseram passar um telefone para contato com o dono do estabelecimento. Um frentista que trabalha no local e que não quis se identificar disse que não estava autorizado a falar sobre o assunto.
O posto está identificado como Rede Contorno Sul e atua como bandeira branca. O estabelecimento vendia gasolina ontem por R$ 2,55, álcool por R$ 1,65 e diesel por R$ 1,89. Uma das bombas de combustível ostentava um cartaz com a mensagem ''bomba desativada''. No local, havia duas bombas de gasolina, uma de álcool e uma de diesel em funcionamento. O outro revendedor em funcionamento na Capital seria o Auto Posto João Batista localizado no bairro Caximba. A Folha tentou entrar em contato por telefone mas, ninguém atendeu as ligações.
O presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese, disse que, em muitos casos os postos não estão mais funcionando na prática mas existe outro posto operando no mesmo espaço físico. Em outras situações, o dono do posto cria uma nova razão social para operar e deixa a ''razão social ruim'' para cometer ilícitos. ''Estes postos que continuam abertos têm que fechar. Além deles, a ANP têm algumas centenas de postos que estão sendo analisados'', disse Fregonese.
A ANP informou que não divulga quando vai fazer as fiscalizações para que os donos de postos não se preparem para isso com antecedência. A agência fiscalizadora informou que os postos que tiveram o registro cassado não podem fazer operação de compra e venda. Ainda segundo a ANP, como os postos que tiveram o registro cassado não poderão mais comprar das distribuidoras, em poucos dias o estoque de combustível deve acabar e eles não poderão mais atender o consumidor final.

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