A maior parte dos postos de combustíveis de Londrina que não aderiu ao Pacto proposto pela Arcom trabalhava ontem com preços inferiores aos cobrados pelos estabelecimentos ligados à entidade. Dos 104 postos que funcionam em Londrina, 25 não se integraram ao Pacto. Mas a informação que circulava em muitos postos, ontem, era de que a partir de segunda-feira o preço da gasolina deve subir de modo generalizado.
Segundo o proprietário da rede de postos 15, Luis Jorge Bolognesi, ontem o preço do álcool combustível sofreu uma elevação de R$ 0,05 nas pequenas distribuidoras. Mas ontem os preços do produto nas bombas dos seis postos da rede permaneciam em R$ 0,79/litro. ‘‘O produto terá uma alta gradativa’’, comentou o comerciante. A gasolina custava R$ 1,39.
Bolognesi afirmou que, apesar de não fazer parte da Arcom, apóia a idéia. ‘‘Precisamos encontrar um meio termo que fique bom para os consumidores e empresários. Mas ainda não vejo necessidade de colocar um cartaz nos meus estabelecimentos para provar que sou honesto.’’
O proprietário do Posto Manancial, Ilson Gomes de Lima, que não faz parte da Arcom, afirmou que seu preço é formado de acordo com seus custos. Com uma margem de lucro entre R$ 0,07 e R$ 0,08, o posto Manancial vende a gasolina por R$ 1,39 e o álcool por R$ 0,78. ‘‘Como vou subir minha margem de lucro de uma hora para outra. Qual a alegação que vou dar para o consumidor?’’
O proprietário do Posto Carajás, Emílio Santaella, afirma que, apesar de não fazer parte da Arcom, a margem reivindicada pelos postos do Pacto é justa. Ontem ele já trabalhava com um preço mais elevado: a gasolina custava R$ 1,45 e o álcool R$ 0,95/litro. ‘‘Como o pessoal subiu, também elevamos um pouco nossos preços’’.
No Posto Shangri-lá, também fora do acordo da Arcom, os preços eram os mesmos dos postos ligados à entidade: a gasolina estava em R$ 1,54 e o álcool em R$ 1,04. No Posto Duim, a gasolina ontem ficou em R$ 1,46 e o álcool passou para R$ 0,89. O posto do Carrefour tinha a gasolina mais barata entre os postos pesquisados pela Folha: R$ 1,38. O álcool custava R$ 0,79. (Guto Rocha)

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