Os postos de combustíveis de todo o Estado viveram ontem um dia de confusão para fixar o preço da gasolina. O aumento variou de 3% até 10%, em postos de Curitiba, chegando a 13% em alguns estabelecimentos de Maringá, onde foram registradas as maiores altas.
''Os preços vão se acomodar nos próximos dias'', disse ontem o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese. O reajuste autorizado pelo Ministério de Minas e Energia para as refinarias foi de 4,08%, que deveria refletir num aumento em torno de 3% para o comércio varejista. Os postos, no entanto, são livres para fixar os preços.
Em Curitiba foram verificados preços que variaram de R$ 1,699 até R$ 1,819. Em alguns estabelecimentos foi mantido o preço antigo, o que provocou maior movimento de consumidores.
Em Londrina, alguns postos ensaiaram uma guerra de preços ontem. Pela manhã, o Posto Esperança fugiu à regra de preços padronizados e, por aproximadamente quatro horas, baixou o valor da gasolina para R$ 1,53 o litro. Em efeito cadeia, o Posto Carajás também reduziu o preço para o mesmo patamar, sendo imediatamente seguido pelo Posto Duim. Em todos os estabelecimentos, formaram-se filas de consumidores.
Mas, na maioria dos postos, o preço subiu do nível médio de R$ 1,77 para a faixa de R$ 1,82 a R$ 1,84. Um funcionário do Posto Esperança, que preferiu não se identificar, disse que o posto promoveu uma queima de estoque para ''fazer dinheiro''. Segundo ele, as filas foram grandes até as 15 horas, quando o Esperança mudou o preço da gasolina para R$ 1,84.
O proprietário do Posto Carajás, Emílio Santaella, afirmou que baixou o preço do combustível para ''acompanhar'' o Posto Esperança. ''Sempre vou acompanhar quem estiver vendendo mais barato'', disse.
O dono do Posto Duim, Carlos Duim, não justificou a redução do preço. Mas negou que tenha sido pressionado por concorrentes a aumentar os preços, assim como também afirmou Santaella. Entre 16h30 horas e 18 horas, um grupo de proprietários de postos de Londrina, além de um gerente da Petrobras, permaneceram reunidos no pátio do Posto Duim. Segundo o grupo, eles estavam ''marcando um churrasco''.
Por volta das 17 horas, os dois postos fixaram o preço da gasolina em 1,84 (Duim) e R$ 1,82 (Carajás). Até o início da noite, ambos vendiam o álcool mais barato do que a média praticada em Londrina, que é R$ 1,07. No Posto Carajás, o litro do álcool custava R$ 0,89 e, no Duim, R$ 0,91.
Um dos proprietários de postos que estava no pátio do Duim, Jonatas Cerqueira Leite, do Posto Sangri-lá, disse que os empresários não têm condições de absorver o aumento das distribuidoras porque a galonagem diminuiu em Londrina no último ano.
A alta da gasolina em Maringá superou em muito a previsão do sindicato do setor de que o repasse seria de R$ 0,06. O combustível já estava, ontem, em média R$ 0,18 mais caro. O reajuste ocorreu porque os postos alegam que aboliram os ''preços promocionais''. No final de agosto o litro da gasolina comum custava R$ 1,73, e nos primeiros dias de setembro baixou para R$ 1,52. Anteontem, os postos voltaram a praticar valores entre R$ 1,71 a R$ 1,75.
O coordenador do Procon de Maringá, Adilson Reina Coutinho, prometeu abrir procedimento para exigir dos postos as notas fiscais. O objetivo é monitorar o aumento praticado na cidade. O resultado do trabalho da promotoria só deve ficar pronto em 45 dias.

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