A alta de 17% no preço do álcool, anunciada anteontem pelas distribuidoras, já chegou às bombas do Paraná. De acordo com o Sindicombustíveis, em alguns postos de Curitiba, o combustível custava, ontem, R$ 0,20 a mais. Em Londrina, a alta foi de R$ 0,10 na maioria dos estabelecimentos consultados pela Folha. O preço final atingiu R$ 0,89 por litro na cidade.
A justificativa para o aumento é a pouca oferta de matéria-prima no mercado, por causa de dificuldades para colher a cana de açúcar. José Adriano da Silva Dias, superintendente da Associação de Produtores de Açúcar e Álcool do Paraná (Alcopar), confirmou que a chuva atrapalhou os trabalhos na lavoura. Ele garantiu, entretanto, que os estoques das usinas são suficientes para atender a demanda do mercado. ''Não há justificativa para essa alta'', afirmou.
Segundo o superintendente, os estoques das usinas paranaenses, no dia 15 de maio, somavam 112,93 milhões de litros de álcool. ''O Paraná consome 70 milhões de litros por mês, portanto, não pode haver falta de álcool'', disse. Os estoques nacionais também são suficientes para atender a demanda do País, que consome um bilhão de litros por mês. No dia 1º de maio, apenas as usinas da região Centro-Sul acumulavam 1,2 bilhão de litros. ''Além disso, as regiões que não enfrentaram problemas na colheita continuaram produzindo'', ressaltou.
O aumento do álcool também refletiu no preço da gasolina. O combustível vendido nos postos utiliza 25% de álcool anidro na mistura. Em Curitiba, a alta terá impacto de até R$ 0,06. Em Londrina, a maioria dos postos pesquisados ontem não tinha reajustado o preço.

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