Os donos de postos de combustíveis deverão definir a partir de hoje de quanto será o aumento no preço dos combustíveis para o consumidor, a partir de sexta-feira. Eles vão repassar na íntegra o aumento de 5% autorizado pelo governo federal para as refinarias, mas como há o efeito cascata - que incide sobre todas as etapas da distribuição do combustível -, é possível que o consumidor pague até 7,6% a mais para encher o tanque com gasolina.
O aumento dos preços foi mal recebido pelos donos de postos de combustíveis em Curitiba. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Roberto Fregonese, disse que a decisão do governo foi, no mínimo, ‘‘inoportuna’’. ‘‘É um contrasenso se verificarmos que o preço internacional do barril de petróleo teve uma redução de US$ 12 para US$ 10’’, afirmou Fregonese. ‘‘Daqui há algum tempo, fatalmente vamos ter a gasolina mais cara do mundo’’.
A gasolina comum está sendo vendida na Região Metropolitana a um preço que varia de R$ 0,789 até R$ 0,85 o litro, conforme a decisão de cada estabelecimento comercial. A gasolina aditivada tem um aumento de 4% no preço sobre a gasolina comum. Segundo o Sindicombustíveis, não haverá qualquer orientação do sindicato em relação aos preços que devem ser cobrados.
Para os donos de postos de combustíveis, o aumento deverá representar uma redução na margem de lucro, que hoje é de 15% sobre o valor cobrado na bomba. A cada litro de gasolina vendido, os donos dos postos têm lucro bruto de 17 centavos e lucro líquido de 2 centavos. Quando a gasolina era tabelada pelo governo federal, a margem de lucro chegava a 23% do preço do combustível.
Segundo Fregonese, o aumento da gasolina poderá representar uma redução ainda maior no consumo, que apresentou queda de até 20% nos últimos dois meses. ‘‘Esperávamos que, com o final de ano, houvesse um aumento no consumo de combustível, mas com a elevação do preço o que teremos é uma população consumindo menos’’, afirmou.Arquivo FolhaDupla perdaRepasse da alta do custo para o consumidor deve
ser de no
mínimo 5%, mas há estabelecimentos cogitando o
aumento de até 8%.
Donos de postos projetam queda nas vendas
e na margem de lucroCarmem Murara e
Agência Estado

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