Brasília - O último mês do ano passado foi marcado pela perda expressiva de postos de trabalho. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, em dezembro o saldo líquido dos empregos com carteira assinada foi negativo em 249.514 vagas. Mesmo assim o ano fechou com uma variação positiva do emprego. Em 2002 foram criados 762.414 novas vagas formais, enquanto em 2001 o número de novos postos de trabalho chegou a 591.079.
A perda líquida de postos de trabalho no mês de dezembro é considerada normal pelos técnicos do Ministério do Trabalho, que a atribuem à sazonalidade. Mesmo em anos de resultado positivo, como foi 2002, dezembro é tradicionalmente um mês ruim para o emprego. A produção agrícola está em plena entressafra no centro-sul e o comércio, que já realizou as vendas de fim de ano, demite pessoal. Na indústria, as demissões começaram a partir de outubro, depois que a produção foi entregue para a venda.
Em dezembro, as demissões atingiram praticamente todos os grandes setores da economia. O setor agrícola foi o que mais fechou vagas, com um total de 70.037 postos encerrados. Mesmo assim, no levantamento do ano, a agricultura apresenta um pequeno saldo positivo de 40.582 novos empregos em 2002.
Na indústria de transformação, a diferença entre admitidos e desligados foi negativa em 65.629 empregos, em dezembro. No ano, entretanto, o setor industrial gerou 161.170 postos de trabalho formais. O setor serviços também apresentou queda do emprego, em dezembro, quando foram fechadas 57.446 vagas. No balanço de 2002, entretanto, o setor de serviços faz a diferença. Ele foi responsável pela geração líquida de 285.802 novas ocupações.
De todos os setores da economia, o comércio foi o único que conseguiu desempregar menos em dezembro, gerando um saldo ainda positivo de 5.721 postos de trabalho ao final do mês. No ano, o comércio ficou com o segundo melhor desempenho, com as admissões superando em 283.261 o número de demitidos.

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