Curitiba – O final de semana em Curitiba foi marcado pela guerra de preços entre as companhias distribuidoras de combustíveis. O litro da gasolina, que em média era vendido a R$ 1,65 na sexta-feira, podia ser encontrado por R$ 1,42 no sábado e domingo. A redução, de cerca de 15%, provocou uma corrida aos postos, que chegaram a registrar filas de clientes aguardando para encher o tanque.
Ontem as promoções tinham acabado, mas ainda assim alguns postos mantiveram preços menores. Em cinco postos consultados pela reportagem da Folha, o preço da gasolina havia caído entre R$ 0,03 e R$ 0,12. O litro variava de R$ 1,479 a R$ 1,629, predominando o maior preço. A justificativa dos gerentes de postos para a redução era de que as companhias distribuidoras tinham também baixado seus valores. ‘‘Nós compramos da Petrobras. Como ela diminuiu o preço para nós, estamos repassando para o cliente, que também precisa ganhar’’, disse o gerente do Posto Caravelle, Marcelo Pereira Costa.
Já o proprietário do Posto Zanotto, Antônio Samir Zanotto, estava revoltado com a guerra de preços. ‘‘Na semana passada eu comprei gasolina por R$ 1,42. Eles (postos em promoção) estão vendendo a preço de custo’’, indignava-se. No seu posto, a gasolina está custando R$ 1,49.
O presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, disse que não existe lógica para a disputa travada no final de semana. ‘‘O que existe é a demência do mercado. Há uma briga entre as redes, que acaba prostituindo o mercado’’, avaliou. Segundo ele, perto do final do mês as companhias precisam retirar suas cotas da Petrobras e por isso fazem promoções, para desovar o estoque. Como o mercado é bastante vulnerável, quando uma rede reduz o preço as outras são obrigadas a entrar na concorrência para não perder cliente.
Fregonese não acredita que as reduções sejam vantajosas para o consumidor. ‘‘A variação de preço faz o cliente ficar sem referência. Aí as quadrilhas se aproveitam e vendem produto adulterado no mercado’’, denunciou. Ele explicou que durante os finais de semana o cliente fica ainda mais vulnerável porque não existe fiscalização.
O Procon continua fazendo pesquisa de preços e disponibilizando informações em seu site (www.pr.gov.br/proconpr). A próxima deve ser divulgada até quinta-feira.

mockup